Em busca de alternativas para substituir o fumo
Curitiba Terminou ontem um encontro em Curitiba que discutiu alternativas para a produção e geração de renda diversificada nas propriedades fumicultoras. O Seminário Diversificação na Agricultura Familiar debateu as consequências do cultivo do fumo para a saúde dos agricultores.
A maior parte dos produtores de fumo do Paraná se concentra nas regiões de Irati (com 25% do total da área produzida), Ponta Grossa (18%) e Curitiba, com 15% do total de 75 mil hectares no Estado.
O secretário estadual de Agricultura, Valter Bianchini, disse que há alternativas para a diversificação da produção como a fruticultura, a viticultura e até a pecuária de leite que trariam mais qualidade e menos insalubridade para os produtores.
No entanto, ele destacou que o fumo ainda é importante para a renda dos agricultores que, geralmente, trabalham em propriedades de 15 hectares. Dessa área, apenas três a quatro hectares são utilizados para outras culturas. Ele defendeu que, para diversificar, o produtor precisa de alternativas de crédito e de comercialização. Por isso, a mudança na produção não é possível de uma hora para outra.
O grande problema é que o fumo exige a utilização de muitos agrotóxicos, o que leva a casos de contaminação. Além disso, outro ponto negativo é que a renda do produtor depende de um número pequeno de empresas. (A.B.)





