Em busca da tecnologia ideal
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de fevereiro de 2015
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Cerca de 500 produtores do Norte Pioneiro dedicaram o dia de ontem para conhecer novas tecnologias destinadas às safras de soja e milho, durante a 9ª edição do Dia de Campo Vilela, que segue até hoje em São Sebastião do Amoreira (Norte). A empresa preparou uma área modelo dentro da própria sede com 18 estações, onde cada parceiro pode expor os produtos, dando enfoque principalmente a variedades de sementes precoces e resistentes, além de insumos variados, incluindo fertilizantes, herbicidas, adubos foliares, entre outros. No ano passado, cerca de duas mil pessoas passaram pelo dia de campo e a expectativa é que este ano feche em números similares.
O sócio-diretor e responsável técnico pela empresa, Paulo Vilela, salientou que o principal objetivo do dia de campo é concentrar num mesmo local as novas tecnologias, facilitando a vida do produtor, que consegue ver "in loco" como as variedades se comportam no solo próximo à propriedade. "Nosso intuito é que o agricultor consiga aliar a produtividade à lucratividade. A tecnologia está em constante transformação e, ano após ano, ele precisa avaliar os produtos que está utilizando em sua propriedade", salientou ele.
Produtor de soja, milho e trigo em Santo Antônio da Platina, Paulo Yamashida, participa de dias de campo sempre que pode, com o intuito justamente citado por Vilela: ver o potencial de cada uma das variedades expostas. "Estou analisando os lançamentos, sempre com a ideia de melhorar a produtividade da minha lavoura. Atualmente, estou trabalhando com as sojas Intacta e RR, mas a seca na minha região atrapalhou um pouco meus planos para esta safra", comentou.
Já o agricultor Reginaldo Giroto, que plantou 90 alqueires na cidade de Barra do Jacaré, disse que participar do Dia de Campo da Vilela é uma forma de aprender novas técnicas e avaliar produtos. "Sempre que posso, participo. Este ano, com uma estiagem bem parecida com 2014, devo atingir no máximo 100 sacas de soja por alqueire. Por isso, precisamos conhecer o que o mercado está nos oferecendo para lidar com essas situações".
A mesma opinião do produtor, João Toruê, que possui uma pequena propriedade em Andirá. Ele comentou que fez uma comparação entre duas variedade de soja na safra passada uma de tecnologia mais recente e outra mais antiga - e se surpreendeu com a diferença nos resultados: 76 sacas por alqueire contra 48. "Precisamos vir até aqui para escolher bem o material que vamos apostar na safra. Para o próximo ano, estou pensando em mudar de variedade, porque nos dias atuais, quem não investe acaba ficando para trás", enfatizou.


