Cerca de 500 produtores do Norte Pioneiro dedicaram o dia de ontem para conhecer novas tecnologias destinadas às safras de soja e milho, durante a 9ª edição do Dia de Campo Vilela, que segue até hoje em São Sebastião do Amoreira (Norte). A empresa preparou uma área modelo dentro da própria sede com 18 estações, onde cada parceiro pode expor os produtos, dando enfoque principalmente a variedades de sementes precoces e resistentes, além de insumos variados, incluindo fertilizantes, herbicidas, adubos foliares, entre outros. No ano passado, cerca de duas mil pessoas passaram pelo dia de campo e a expectativa é que este ano feche em números similares.
O sócio-diretor e responsável técnico pela empresa, Paulo Vilela, salientou que o principal objetivo do dia de campo é concentrar num mesmo local as novas tecnologias, facilitando a vida do produtor, que consegue ver "in loco" como as variedades se comportam no solo próximo à propriedade. "Nosso intuito é que o agricultor consiga aliar a produtividade à lucratividade. A tecnologia está em constante transformação e, ano após ano, ele precisa avaliar os produtos que está utilizando em sua propriedade", salientou ele.
Produtor de soja, milho e trigo em Santo Antônio da Platina, Paulo Yamashida, participa de dias de campo sempre que pode, com o intuito justamente citado por Vilela: ver o potencial de cada uma das variedades expostas. "Estou analisando os lançamentos, sempre com a ideia de melhorar a produtividade da minha lavoura. Atualmente, estou trabalhando com as sojas Intacta e RR, mas a seca na minha região atrapalhou um pouco meus planos para esta safra", comentou.
Já o agricultor Reginaldo Giroto, que plantou 90 alqueires na cidade de Barra do Jacaré, disse que participar do Dia de Campo da Vilela é uma forma de aprender novas técnicas e avaliar produtos. "Sempre que posso, participo. Este ano, com uma estiagem bem parecida com 2014, devo atingir no máximo 100 sacas de soja por alqueire. Por isso, precisamos conhecer o que o mercado está nos oferecendo para lidar com essas situações".
A mesma opinião do produtor, João Toruê, que possui uma pequena propriedade em Andirá. Ele comentou que fez uma comparação entre duas variedade de soja na safra passada – uma de tecnologia mais recente e outra mais antiga - e se surpreendeu com a diferença nos resultados: 76 sacas por alqueire contra 48. "Precisamos vir até aqui para escolher bem o material que vamos apostar na safra. Para o próximo ano, estou pensando em mudar de variedade, porque nos dias atuais, quem não investe acaba ficando para trás", enfatizou.

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