Em busca da casa própria
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O sonho da casa própria pode estar mais perto do que se imagina. Foi aberta ontem a 4ªFeira de Imóveis de Londrina, no Centro de Eventos do Catuaí Shopping, com mais de 3 mil ofertas. No local, construtoras e imobiliárias oferecem imóveis residenciais e comerciais novos e usados para venda e locação. Os preços variam de R$ 28 mil a R$ 2,5 milhões. A Caixa Econômica Federal também participa com simulações de financiamentos e palestras sobre o assunto. A expectativa é que mais de 10 mil pessoas visitem o evento, que será encerrado às 20 horas de amanhã. A entrada do público é gratuita. A FOLHA apóia o evento.
Os noivos Maria Estela Sotana e Cleir Jorge Brandão chegaram cedo à feira em busca de um imóvel. Eles, que são funcionários públicos, pretendem comprar um apartamento antes de marcar a data do casamento. Viemos para comprar hoje porque as condições são favoráveis. O imóvel está com preço bom, afirmou Brandão. Na opinião de Maria Estela, alugar é desperdiçar dinheiro. E como diz o ditado quem casa quer casa, completa. Já o vendedor Cristiano Cortez estava em busca de oportunidades. Ele tem uma casa e estava procurando um segundo imóvel para investimento.
Esse público contribui para manter aquecido o mercado da construção civil. A crise econômica mundial não afetou diretamente o setor no Brasil. A recessão atingiu a economia indiretamente, com a redução da produção industrial e o aumento do desemprego. No Brasil há demanda reprimida, o déficit é de 8 milhões de habitação no País. Tínhamos o entrave dos juros altos, mas agora as taxas estão caindo, influenciando diretamente no valor das prestações, o que pode inviabilizar novos negócios e alavancar ainda mais a construção civil, disse Osmar Ceolin Alves, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon).
O presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina (Sincil), Marco Antonio Bacarin, acrescenta que a crise não afetou o mercado, apesar de ter acabado com a euforia registrada no final do ano passado. A Construtora MRV, por exemplo, participa da feira com 300 imóveis ofertados em Londrina com preços que variam de R$ 75 mil a R$ 150 mil. A expectativa é comercializar pelo menos 30% das ofertas durante a feira. A HV Imóveis, de Balneário Camboriú (SC), participa pela primeira vez do evento representando cinco construtoras e com 1,8 mil imóveis à venda.
Estamos participando devido à representação de Londrina no nosso mercado imobiliário. Viemos buscar clientes, disse o proprietário da imobiliária Hilário Schwarz. Durante a próxima semana será divulgada pesquisa que identifica o perfil dos consumidores que estão em busca de um imóvel. Na entrada da feira os visitantes são convidados a responder uma ficha onde constam informações sobre o imóvel procurado e as faixas de valores.
FOLHA
A FOLHA participa da 4ªFeira de Imóveis com um quiosque. O objetivo é divulgar o jornal, o conteúdo de classificados imobiliários e o portal de imóveis on-line Lugar Certo (www.lugarcerto.com.br). Pela internet, os consumidores podem visualizar ofertas disponíveis em todo o País. A FOLHA apóia o eventos onde os seus clientes estão envolvidos porque acreditamos que isso ajuda a fomentar o mercado. Além disso, a construção civil é um segmento importante para a cidade, afirma Maria Fernanda Beneli, gerente de Marketing da FOLHA.


