Em busca da carne perfeita
O Programa Carne Angus Certificada é a principal iniciativa de fomento desenvolvida pela Associação Brasileira de Angus (ABA). Difundida por todo o País, a proposta objetiva valorizar a carne dos animais e suas cruzas, fomentar o crescimento da raça e garantir aos consumidores um produto diferenciado. O programa foi criado em 2003, a exemplo de outras associações de criadores de Angus no mundo.
A iniciativa une produtor, indústria e varejo em prol da valorização da carne, que deve chegar com garantia de qualidade ao consumidor e vantagens para quem produz. ''O foco do nosso trabalho é gerar um produto de qualidade, com garantia da ABA, que remunere todos os elos da cadeira produtiva'', explica o médico veterinário do Programa Carne Angus, Fábio Schuler Medeiros. A ação estreou no varejo brasileiro em 2004, no Rio Grande do Sul, e desde então vem experimentando constante crescimento. Atualmente o Programa está em 11 unidades frigoríficas do Brasil.
Por meio da parceria, técnicos do Programa realizam a seleção, identificação e classificação das carcaças dos animais Angus e Cruza Angus, conforme padrões estabelecidos e divulgados pela ABA. Além disso, o frigorífico confere bonificações especiais pela qualidade desses animais que correspondem a vantagens financeiras de até 6% de sobrepreço nos machos e 14% nas fêmeas. O produto da ABA tem o reconhecimento da Ausmeat, certificadora internacional de qualidade.
Para que a ''Carne Angus'' cresça, a Associação desenvolve em parceria com o frigorífico Marfrig um trabalho para estimular os produtores a aumentarem a produção da carne, o Programa Fomento Marfrig Angus. ''É um programa de fomento e de relacionamento. Incentivamos a prática de inseminação artificial em tempo fixo (IATF), que é a última tecnologia disponível para produtores de bovinos, para que a raça Angus seja disseminada em vacas Nelore, por exemplo'', explica Carolina Porto Paes Barretto, gerente de comunicação e relacionamento com pecuaristas do Marfrig.
Para tanto, é realizado um convênio de parceria pecuária com os produtores, por meio do qual o Marfrig adianta um volume em dinheiro de até R$ 45 por vaca inseminada para que o produtor tenha condições de ter essa tecnologia em sua propriedade. Após o nascimento, o pecuarista pode optar por entregar os bezerros desmamados ou o animal terminado para o abate e ainda pode manter as fêmeas para reprodução do plantel. ''A liquidez é garantida'', assegura Carolina. O próximo passo, segundo ela, é habilitar uma unidade industrial para o abate de Angus no Paraná. (A.V.)





