Em ano difícil, exportação de frango no PR cresce 7%
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
Contrariando os números do mercado avícola brasileiro em 2012, o Paraná fechou o ano passado com balanço positivo em exportações. Foram 1,12 milhão de toneladas de frango, contra 1,04 milhão do ano anterior, alta moderada de 7%. Em valores, o Estado ficou praticamente com o caixa estável, com volume de US$ 2,04 bilhões, de acordo com o levantamento divulgado ontem pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef). Já o País fechou as exportações em queda de 0,6%: 3,91 milhões de toneladas contra 3,94 milhões em 2011. Em dólares, a queda foi ainda mais substancial - algo em torno de 6,7% - de US$ 8,25 bilhões para US$ 7,70 bilhões. A produção de carne de frango foi de 12,645 milhões de toneladas em território nacional, o que representa uma queda de 3,17% em relação a 2011.
Mais uma vez, o Paraná acabou ficando em primeiro lugar em produção (participação de 29,7% do total) e em volume de exportação (28%). E foi o segundo melhor em receita gerada, perdendo apenas para Santa Catarina, que tem grande valor agregado em seus produtos. Em entrevista à FOLHA, o presidente executivo da Ubabef, Francisco Turra, confirmou que o Paraná acabou sofrendo menos com os problemas que atingiram o setor. "O Paraná praticamente se manteve estável, ou seja, melhor do que grande parte dos estados importantes no setor", avaliou.
Turra disse que quando o mercado de rações começou a disparar no ano passado devido ao aumento do preço das commodities como milho e soja a Ubabef já começou a estimar que o ano seria bastante complicado. Outro fator foi a ausência de créditos para avicultores e agroindústrias, o que resultou na paralisação de diversas empresas do setor e em milhares de demissões. "A avicultura brasileira enfrentou em 2012 a maior crise de sua história. E as consequências só não foram mais acentuadas porque estamos falando de um setor muito sólido", salientou Turra.
O não crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de forma significativa também fez com que houvesse uma estagnação do consumo interno da carne. Segundo o levantamento, 69% da produção foi destinada aos brasileiros, enquanto 31% para o mercado externo. "Por outro lado, conseguimos manter a qualidade dos nossos produtos e não perdemos ninguém do mercado externo. Conseguimos manter nossa vitalidade mesmo neste cenário negativo", disse o representante da Ubabef.
O principal comprador da carne de frango do País foi a Arábia Saudita (16%), com a União Europeia em segundo (11%), seguido de Japão (10%), Hong Kong (8%), Emirados Árabes (6%), China (6%) e África do Sul (5%).
Para 2013, o objetivo da Ubabef, além de manter estes mercados já fidelizados, é a concretização da abertura do mercado da Índia (onde o fator impeditivo é a tarifa de importação da carne de frango, hoje de 100% para cortes e 30% para o frango inteiro), além de abrir mercado em outros países como Malásia, Indonésia, Paquistão e Camboja. "O que nos dá certa tranquilidade para este ano é que os preços da soja e do milho devem ficar um pouco mais estabilizados. Trata-se de um alívio, ninguém deve esperar o retorno aos patamares históricos anteriores à seca que atingiu a agricultura dos Estados Unidos e provocou a disparada dos preços dos grãos em todo o mundo."
A reportagem entrou em contato com o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná para repercutir os números, mas até o fechamento desta edição não obteve resposta.
Volume total
Quando avaliadas todas as carnes que englobam este mercado frango, peru, patos e outras aves a volume de exportação sofreu crescimento de 0,5%, de 4,11 milhões de toneladas em 2011 para 4,13 milhões de toneladas no ano passado. Já a receita sofreu queda de 5,5%, US$ 8,85 bilhões para US$ 8,36 bilhões.



