Da Redação
A Emater e o Iapar realizam hoje no CDT/Iapar, em Londrina a Reunião Técnica Anual entre agricultores e técnicos que participam do projeto ‘‘Rede de Propriedades de Referência’’. O encontro, que reunirá cinquenta agricultores das regiões de Cornélio Procópio, Apucarana e Londrina, vai avaliar os indicadores de resultados para, então, iniciar um processo de planejamento de médio e longo prazo das propriedades envolvidas no projeto.
O tema é sugestivo: ‘‘Discutindo o que foi, planejando o que virᒒ. Segundo Sérgio Carneiro, da Emater, ‘‘depois de um ano de acompanhamento dessas 40 propriedades, estaremos avaliando os dados disponíveis para readequar o projeto nos pontos que forem necessários.
A metodologia para levar essas discussões aos agricultores, e estimular sua participação, apresenta inovações no sentido de transmitir com mais clareza os dados em discussão. Em vez de transparências e eslaides, os técnicos preferiam montar maquetes e painéis das propriedades, uma forma mais fácil de visualizar as intervenções do projeto nas atividades. Os técnicos acham que essa dinâmica é uma comunicação mais eficaz e facilita o entendimento. Sucessos e fracassos de iniciativas ficarão mais evidentes.
Divididos em grupos os agricultores visitarão as maquetes de suas propriedades que estarão instaladas em salas separadas. Depois haverá discussão em conjunto, no auditório quando surgem propostas e recomendações que poderão ou não ser incorporadas ao projeto.
O objetivo final é estimular a organização, racionalização e planejamento da propriedade de modo a torná-la mais eficiente. ‘‘Queremos ter referências para passar para todos os agricultores que têm semelhança com essas propriedades que estamos acompanhado’’.
Embora novo, o projeto Rede de Propriedades de Referência vai revelando dados interessantes para o aprendizado dos produtores. Uma das constatações citadas por Sérgio Carneiro é que o agricultor é receptivo à atitudes de controle e planejamento. ‘‘É falso afirmar que agricultor não gosta de fazer anotações. Pelo contrário, eles anotam tudo, querem saber quanto gastam para projetar quanto vão ganhar; estão sempre interessados em controlar custos, enfim, querem administrar bem; sabem que não basta cuidar corretamente da lavoura’’ - afirma Sérgio.
Baseado nesse detalhe e outras atitudes dos agricultores, Sérgio não tem dúvida de que eles estão motivados a buscar eficiência.
Outra constatação do técnico da Emater é com relação ao mercado. Quem conseguiu segurar a mercadoria obteve bons preços. A soja, por exemplo, saiu de um preço de R$ 14,00/saca no final da colheita, para atingir hoje entre R$ 19,00 e R$ 20,00/saca.
Outros bons exemplos são o milho e o café: quem deixou para vender depois de setembro conseguiu preços bem melhores. Mas quem vai dizer se o agricultor deve segurar ou vender parceladamente a produção são as informações, esclarece Sérgio Carneiro.

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