Dados da CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontam para uma queda de 21% na taxa de emprego industrial acumulada desde 1992 até o fim deste ano. Segundo o coordenador da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, a queda do emprego na indústria estimada para 97 será de 3,5%. Em 96, foi de 7,4%. ‘‘Desde o início da década, a indústria vem perdendo vagas quase que ininterruptamente’’, diz Branco. Segundo o economista, a redução do número de empregos na indústria, de 90 até hoje, atingiu 1 milhão de postos de trabalho. ‘‘Não se trata ainda de nenhum efeito pós-pacote’’, explica.
As consequências do lento crescimento da economia no próximo ano poderão elevar ainda a média de desemprego projetada para o final de 98 de 6,4% para 8,4%, segundo Edward Amadeo, do Departamento de Economia da PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro). Amadeo tomou por base os índices de desemprego do IBGE que, desde 1989, quando o índice era de 4,3%, confirmam a trajetória ascendente do desemprego.
Na melhor das hipóteses, de acordo com Amadeo, o desemprego chegará a 7,4% em 98. Em 1995, ano em que houve uma retração na economia devido à crise do México, o desemprego aumentou em dois pontos percentuais.

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