O ministro divulgou ontem o balanço do segundo aniversário do leilão da Telebrás. Pimenta disse que o governo não conseguiria aumentar a oferta de linhas caso o setor fosse mantido sob o controle da União. Isso porque haveria dificuldade para investimentos neste segmento. Embora reconheça a existência de falhas, Pimenta afirmou que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai manter rigorosa fiscalização sobre as operadoras para que se busque uma melhora da qualidade.
‘‘Não há serviço público sem problema’’, disse Pimenta. ‘‘As falhas serão apuradas e os responsáveis, punidos’’. Para o ministro, os 1.724 processos administrativos abertos pela agência reguladora têm também alguns casos considerados formais. Um exemplo, segundo ele, foi a ação da Anatel devido à falta de informações sobre determinados indicadores.
Pimenta previu que dentro dos próximos quatro anos o País terá 120 milhões de linhas de telefone fixas e celulares. O ministro afirmou que no mês passado, as operadoras e as empresas-espelho atingiram a marca de 32,4 milhões de linhas, um crescimento de 59,60% da quantidade de telefones instalados.
Ele acha que o sucesso obtido pelo governo com a venda do Sistema Telebrás deve servir de resposta aos críticos do Programa Nacional de Desestatização (PND). ‘‘É nítida a posição de alguns setores que defendem a manutenção de cartórios’’, disse, ao endossar as críticas do ministro da Casa Civil, Pedro Parente, sobre a existência de um agrupamento de forças contra as privatizações.

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