O juiz Marcos André Bizzo Moliari, de 33 anos, da Primeira Vara Federal disse acreditar que em 30 dias dará a sentença de outro processo do caso Banco Nacional, o de gestão temerária. A condenação dos ex-dirigentes do Nacional foi a mais difícil e importante da carreira dele, que passou os últimos três meses trabalhando na sentença de 585 páginas do processo, sendo o último mês de 7h à meia-noite, inclusive no fim de semana.
O juiz , que vem sendo muito criticado pelos advogados dos ex-dirigentes do Nacional que condenou – e foi chamado de imaturo pelo advogado criminalista Nelio Machado, que defende o antigo controlador e ex-presidente Marcos Catão de Magalhães Pinto – , contou que recebeu ‘‘uma proposta indecente’’ de Machado há cerca de seis meses. ‘‘Ele me fez uma proposta indecente, me convidou, em tom de brincadeira, para trabalhar em seu escritório de advocacia’’, disse, esclarecendo depois que isso não lhe pareceu um suborno, ‘‘mas sim uma malandragem de advogado querendo conquistar a simpatia do juiz’’, afirmou.
O juiz também respondeu a outra crítica dos advogados informando que forneceu cópia autenticada dos fundamentos da prisão, necessários para fazer o pedido de habeas-corpus a todos os defensores dos condenados na sexta-feira. E deu, naquele momento, livre acesso a uma única cópia do processo, que ficou no prédio da Justiça Federal. De acordo com o juiz, ontem, quando a sentença seria lida, cada advogado receberia uma cópia.

mockup