Kraw PenasPopularizaçãoRaul Rosenthal, presidente da Associação de Televisões por Assinatura: ‘‘Crescimento será maior nas faixas de público C e D’’Em 98 uma das indústrias que mais deve crescer no Brasil é a das TVs por assinatura. Nos próximos três anos, o setor deve multiplicar por seis seu número de clientes, chegando a 14 milhões de assinantes. A projeção é do presidente da Associação Brasileira de Televisões por Assinatura (ABTA), Raul Rosenthal, que prevê maior crescimento do setor nos públicos C e D.
O mercado também está cada vez mais competitivo. Hoje mesmo o Ministério das Telecomunicações está divulgando os vencedores dos primeiros lotes em licitação. Este ano devem sair 230 novas licenças para operar em cidades que ainda não possuem televisões por assinatura e ampliar o atendimento onde já existe o serviço. Atualmente 30 empresas movimentam o setor em todo o País, sendo a Net, TVA e RBS as maiores do mercado.
O presidente da ABTA considera que 98 vai ser um ano marcante na expansão do setor. A indústria das TVs por assinatura deve receber investimentos de R$ 4 bilhões nos próximos três anos, gerando mais 40 mil empregos diretos e 120 mil indiretos. Atualmente, o mercado tem 2,5 milhões de clientes e gera 20 mil empregos diretos, além de 45 mil indiretos. A expansão inclui a entrada de consórcios estrangeiros e também regionalizados nos negócios.
Para Rosenthal, o crescimento das TVs por assinatura se deve à segmentação dos canais, que têm se tornado uma alternativa ao público. Esporte, filmes e programações infantis estão no ar 24 horas em canais específicos e esta tem sido a grande vantagem em relação as emissoras da TV aberta, que têm que ser o mais abrangente possível para agradar a massa. Além de investir em novos canais segmentados, a competitividade está tornando o preço do produto mais acessível ao público, através dos pacotes promocionais.

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