Em 3ª alta seguida, Ibovespa retoma os 96 mil pontos
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terça-feira, 02 de abril de 2019
Agência Estado 
Bolsa brasileira dá continuidade a movimento de recuperação
O Índice Bovespa iniciou abril dando continuidade ao movimento de recuperação iniciado na semana passada. Para isso, contou com a redução dos temores de desaceleração da economia global e a continuidade da trégua acenada na semana passada entre Executivo e Legislativo. Em sua terceira alta consecutiva, o índice terminou aos 96.054,45 pontos, com ganho de 0,67%. Os negócios somaram R$ 13,4 bilhões. A alta foi amparada principalmente pelas ações de mineração e siderurgia, que acompanharam o avanço dos preços do minério de ferro, depois que a China anunciou dados positivos da indústria em março.
Em cenário de desconforto, Petrobras termina dia em queda
Ao final do pregão, Vale ON avançou 3,28%. Entre as siderúrgicas, destaque para Gerdau PN (+6,21%), CSN ON (+4,12%) e Usiminas PNA (+1,79%). Em contrapartida, os papéis da Petrobras não tiveram fôlego para acompanhar a alta do petróleo, em um ambiente de desconforto com questões específicas da empresa. Petrobras ON e PN terminaram o dia com perdas de 0,90% e 0,21%. No melhor momento do dia, próximo das 13h, o Ibovespa chegou aos 96.751,53 pontos (+1,40%). Naquele momento, as ações da Petrobras ainda oscilavam em terreno positivo e os papéis do setor financeiro ostentavam altas expressivas, que também perderam fôlego ao longo do dia.
Real se beneficia de ambiente externo e dólar cai 1,06%
A ausência de ruídos sobre a reforma da Previdência após a pacificação no relacionamento entre o governo Jair Bolsonaro e o Congresso abriram espaço para que o real se beneficiasse do ambiente externo de apetite ao risco. Em meio a uma perda de força generalizada da moeda americana na comparação com divisas emergentes, o dólar encerrou a primeira sessão de abril em queda de 1,06%, cotado a R$ 3,8746, após ter acumulado alta de 4,33% em março. Segundo Thiago Silêncio, operador de câmbio da CM Capital Markets, sem novidades sobre a reforma da Previdência, o rumo do dólar foi ditado pelo ambiente externo.
Bom humor nos mercados internacionais influenciam juros
A curva de juros doméstica começou a semana com os contratos de longo prazo em queda firme, de mais de 10 pontos-base, influenciada diretamente pelo bom humor nos mercados internacionais. Ainda que com menos intensidade, as taxas curtas também caíram após as quedas nas medianas das estimativas para o PIB no Boletim Focus do Banco Central. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou a sessão regular em 6,495%, de 6,521%, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,142% para 7,05% (mínima). A taxa do DI para janeiro de 2023 recuou de 8,242% para 8,13% e a do DI para janeiro de 2025, de 8,752% para 8,65%.


