Em 2013, gasto com bebida deve crescer 10%
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
Andréa Bertoldi<br> Reportagem Local 
Curitiba - Os gastos dos brasileiros com bebidas fermentadas, que incluem cerveja, vinho e champanhe, devem ter um crescimento de 10% neste ano e a previsão é movimentar R$ 6,10 bilhões. Na Região Sul do País, o gasto per capita/ano é de aproximadamente R$ 49. O levantamento foi realizado pelo Ibope Inteligência e leva em conta apenas o consumo domiciliar, ou seja, as compras de consumidores no varejo do setor.
A pesquisa apontou que a classe B é a que tem maior potencial de consumo com R$ 2,61 bilhões, o que representa 43,79% do total. Na sequência vem a classe C com R$ 2,42 bilhões (39,75% do total), a classe A com R$ 686 milhões e a D/E com R$ 379 milhões.
A região Sudeste é responsável por metade do consumo de bebidas fermentadas no País (R$ 3,07 bilhões), seguida pelas regiões Sul (19% ou R$ 1,15 bilhão) e Nordeste (16% ou R$ 975 milhões). Apesar do maior consumo no Sudeste, a região Sul é a que representa o maior gasto por habitante, de R$ 49,01, enquanto o Centro-Oeste o valor é de R$ 43,63 e no Sudeste, de R$ 40,43.
Na análise por classe e região, a classe B do Sudeste lidera com consumo estimado em R$ 1,45 bilhão para 2013. A classe C, também no Sudeste, aparece em seguida, com R$ 1,09 bilhão. A classe D/E do Centro-Oeste é a que tem o menor potencial de consumo, de R$ 22,16 milhões. No Sul, o maior potencial de consumo para este ano está na classe B com R$ 500 milhões, seguida da classe C com R$ 479 milhões.
No Paraná, o Ibope apurou um potencial de consumo para este ano de R$ 384 milhões. A maior parcela está na classe B com 43,33% do total, seguida da classe C com 40,11%. O consumo per capita/ano no Estado é de R$ 42,52.
A Vinícola Famiglia Zanlorenzi, que tem sede em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, é uma das indústrias que deve crescer neste ano junto com o setor. De acordo com o gerente nacional de vendas do grupo, Teodosio Piedrahita, a previsão de crescimento de vendas para este ano é de 15%, em média. Para espumantes, a estimativa de crescimento é de 20% e para vinhos de 12%.
Segundo ele, o consumo domiciliar de bebidas tem crescido porque com o aumento dos preços das refeições fora de casa acima da inflação e a elevação do endividamento das famílias, as pessoas têm optado por cozinhar em casa para reunir a família e amigos ao invés de ir tanto a restaurantes e bares.
"Quando a pessoa escolhe comer em casa, eleva o padrão de consumo. Isso porque com os mesmos R$ 100 que estava disposta a gastar em um restaurante, compra uma carne e um vinho melhores, por exemplo", disse.
Neste ano, a vinícola deve produzir 20 milhões de litros entre vinhos, espumantes e suco de uva. O carro-chefe do grupo são os vinhos Campo Largo que representam 60% do volume total. São vinhos de mesa que custam de R$ 3 a R$ 7.
Agora, a vinícola paranaense buscou uma associação com a empresa chilena Geo Wines, empresa do Grupo Sutil. A Famiglia Zanlorenzi vai distribuir no Brasil os vinhos finos da linha Rayun, um vinho chileno criado em 2005.
A vinícola paranaense tem uma linha de envase capaz de engarrafar 37.500 garrafas por hora, gerando um resultado anual de 20 milhões de litros de derivados de uva. Neste ano, a empresa duplicou a produção da fábrica de espumantes aumentando a capacidade para 600 mil litros.


