Em 2012, quadro deve sofrer reversão
Curitiba - Para os especialistas, o resultado do IPCA 2011 na Grande Curitiba foi um fenômeno atípico, que deve ser revertido já nos primeiros meses de 2012. Segundo Breno Lemos, economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon-PR), a alta da inflação, tanto na capital como no País, deve sofrer uma alteração já em janeiro. Ele destaca que grande parte do aumento do preço dos produtos, principalmente em relação aos Alimentos e Bebidas, teve um forte impacto no 1º semestre de 2011. ''A alta foi bastante significativa, mas se considerarmos os valores no 2º semestre eles já estavam apresentando uma queda. Vamos sentir isto mais de perto a partir deste mês'', ressaltou.
Breno também disse que o aumento dos salários em diversas categorias, inclusive pago aos metalúrgicos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) no início de 2011, acabou forçando os empresários a elevar custos de produção para cobrir este reajuste. Consequentemente, diversos produtos tiveram uma elevação já esperada, fazendo com que os consumidores acabassem pagando mais caro. ''Isto aconteceu em todo o País, mas dificilmente teremos uma elevação salarial como ocorreu em 2011, então a tendência é observarmos uma queda geral de preços, em todos os grupos. Há um movimento de desaceleração nos setores que mais pressionavam a inflação'', destacou.
Para o economista Gilberto Lourenço, presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o que diferencia o resultado da Grande Curitiba do restante do País é a intensidade do crescimento da inflação no 1º semestre. O detalhe é que a alta foi enorme na Capital nos primeiros meses de 2011, e a desaceleração foi mais amena nos meses seguintes, diferente do que ocorreu nas outras regiões pesquisadas. ''Da mesma forma que em outros estados, a elevação ocorreu nos preços dos alimentos, nas tarifas do transporte público, da água e esgoto, no ''boom'' imobiliário e à crise do etanol. Não foi um fenômeno só observado somente aqui, mas em todo o Brasil'', explicou. ''O que aconteceu é que nas outras regiões houve uma queda considerável. Já na Grande Curitiba ocorreu uma desaceleração da alta'', completou. (R.C.J)





