Curitiba - Os dados da Relação Anual de Informações Sócio-Econômicas (Rais) que incluem os trabalhadores com carteira assinada e os estatutários apontaram que, em 2005, o Paraná teve um crescimento de 3,77% no nível de emprego. No ano passado, o Estado tinha 2,109 milhões de empregados de empresas privadas e funcionários públicos. No Brasil, o crescimento foi maior que no Estado, 5,83%. O País contava, no ano passado, com 33,238 milhões de trabalhadores no regime de CLT e estatutários.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), Sandro Silva, explicou que o Paraná teve um desempenho inferior à média nacional porque o Estado foi mais afetado pelo aumento dos juros e a desvalorização do real. Além disso, o Paraná sofreu com a quebra da safra agrícola e a redução da cotação de alguns produtos.
Em 1990, o Paraná tinha 5,56% de participação nos empregos do País. Em 2005, este porcentual subiu para 6,35%. No ano passado, o Paraná gerou, segundo os dados da Rais, 76.578 empregos e o Brasil 1,831 milhão. O Paraná foi o terceiro pior Estado e só perdeu para Rio Grande do Sul com crescimento de 1,92% e Mato Grosso que cresceu 3,70%.
Os setores que mais geraram postos de trabalho no ano passado foram o comércio (27.464 vagas), serviços (24.804) e a indústria de transformação (13.086). As maiores perdas ocorreram na agropecuária (-2.038) e na indústria de madeira e mobiliário (-5.112). Os trabalhadores tiveram em 2005 um aumento nominal de salário de 8,11% o que elevou o valor médio no Estado de R$ 940,70 para R$ 1.017,00. O aumento real foi de 2,91%. (A.B.)

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