São Paulo - A perspectiva de crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano faz com que as projeções para emprego e renda sejam mais otimistas para 2004. Economistas estimam que o número de pessoal ocupado deva subir cerca de 3% e o rendimento médio, 2,3%.
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o processo de queda da taxa de juros básica da economia, a Selic, segundo empresários e economistas, pode atrasar a recuperação econômica, mas não deve barrar o crescimento no ano. Emprego e renda média, portanto, devem crescer neste ano.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) estima que entre 22 mil e 38 mil empregos serão criados neste ano pelas fábricas paulistas, considerando um crescimento entre 3% e 5% do mercado doméstico. Em 2001, 2002 e 2003, as indústrias paulistas eliminaram cerca de 100 mil postos de trabalho. Em 2000, criou 27,4 mil empregos.
Além do crescimento do PIB, o rendimento cresce neste ano, diz Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores, por causa da queda da inflação. A expectativa da LCA é que a inflação fique ao redor de 6% neste ano. Isso significa que a corrosão nos salários, portanto, será menor do que a que ocorreu no ano passado.

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