Brasília - A idéia de que mais inflação pode permitir o crescimento da economia já foi experimentada sem sucesso no ano passado. Assim que tomou posse, a nova equipe econômica optou por ampliar de 6,5% para 8,5% a meta de inflação que orientaria a trajetória da taxa de juros ao longo de 2003. No entanto, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,2% no ano passado, apesar de a inflação ter estourado a meta, fechando em 9,3%, num cenário que se configurou como um dos piores desempenhos da economia desde 1992.
Na época, o argumento para ampliação da meta era de que, dessa forma, seria possível diluir os efeitos da crise vivida em 2002 sem provocar uma recessão na economia. Para amparar a tese, Meirelles apresentou simulações que mostravam que a alternativa exigiria um choque de juros que poderia provocar uma queda no PIB de até 7,3% no ano. Pelo terceiro ano consecutivo, em cinco de funcionamento do regime de metas de inflação, o Brasil não conseguiu alcançar o valor estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

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