Em 2001, resultado deve se repetir
As taxas de desemprego devem continuar caindo lentamente este ano com a manutenção da retomada econômica. O desempenho vai depender dos rumos da política econômica, mas a recuperação dos postos de trabalho deve encerrar 2001 com o mesmo resultado do ano passado. É o que esperam economistas ligados à área de emprego.
As recentes notícias de fechamento de fábricas brasileiras de empresas multinacionais estão sendo encaradas como fatos pontuais, relacionados mais a reestruturações decididas pelas matrizes do que por problemas internos. São casos isolados, de empresas que estão seguindo estratégias globais e não em consequência de uma retração do mercado brasileiro, avaliou o coordenador da Unidade de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco.
No ano passado, só na região metropolitana de São Paulo, foram abertas 178 mil novas vagas, reduzindo a taxa de desemprego de 19,3% em 1999 para 17,6%, segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese. Em todo o Brasil, de acordo com o IBGE, a taxa passou de 7,6% para 7,1%.
O economista e consultor da CNI José Pastore prevê que serão gerados de 1,5 a 2 milhões de novos postos de trabalho este ano, se o crescimento do Brasil ficar entre 4% e 5%. O dado é significativo, do ponto de vista quantitativo, pois faz anos que o País não registra isto. Porém, do ponto de vista qualitativo, a situação não é tão boa, na sua avaliação.





