Em 2001, construção aposta na recuperação de empregos
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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
O setor de construção civil espera uma retomada no nível de emprego durante o ano. De acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o segmento continuou na liderança da taxa média de desemprego por setor de atividade, com índice de 7,67% em janeiro passado. A taxa, no entanto, ficou abaixo dos 9,41% apurados um ano antes, o que deixa os empresários mais otimistas para 2001.
Em Belo Horizonte, a aposta do Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais (Sinduscon-MG), é que as obras de muitos dos empreendimentos imobiliários lançados na região metropolitana nos últimos meses de 2000 tenham início depois do carnaval, causando a retomada do nível de emprego.
Segundo o IBGE, essa é a região com o maior nível de desemprego no setor entre as seis regiões metropolitanas pesquisadas. A Grande Belo Horizonte registrou, em janeiro deste ano, taxa de 12,23% de desemprego na construção civil, ou 0,46 ponto percentual acima do índice verificado em janeiro de 2000. Havia um grande estoque de imóveis prontos ou em fase final de construção, por isso novas obras não foram iniciadas e muita gente estava parada, explica o presidente do Sinduscon local, Teodomiro Diniz Camargos.
O presidente do Sinduscon-MG disse que o final de 2000 e o primeiro mês deste ano não foram bons para o setor pela inexistência de grandes obras. Não tivemos grandes projetos comerciais, industriais e públicos. Isso prejudica, constata.
A segunda maior taxa de desemprego na construção civil em janeiro deste ano foi a da região metropolitana de Salvador (BA). Apesar da grande queda em relação a janeiro do ano passado, de 19,92% para 11,42%, o índice continua alto. A Agência Estado procurou o Sinduscon-BA, mas nenhum diretor estava disponível para comentar os números do IBGE.
Em São Paulo, o desemprego em janeiro deste ano ficou em 7,09%, ante taxa de 9,6% no mesmo período de 2000. De acordo com o presidente do Sinduscon-SP, Arthur Quaresma Filho, esse número deve melhorar gradativamente em 2001. Aquilo que era lançamento no ano passado vira obra este ano, associa. Segundo ele, a estabilidade e o crescimento da economia brasileira contribuirão para a melhoria dos indicadores do setor.
No Rio de Janeiro o nível de desemprego da construção civil teve uma ligeira queda, de 4,88% em janeiro de 2000 para 4,53% no primeiro mês deste ano. Para o diretor executivo do Sinduscon-Rio, Antônio Carlos Mendes Gomes, o mercado imobiliário aquecido compensou a retração das obras públicas.


