O racionamento de energia foi elaborado às pressas, na passagem de 2000 para 2001, depois de uma década sem grandes investimentos no parque gerador de energia do País. O programa foi apresentado pelos professores David Zylbersztajn e James Correa como alternativa a apagões programados que teriam que ser feitos para conter o consumo. O governo precisava cortar em 20% o consumo de eletricidade no País e, para isso, estipulou benefícios para quem cumprisse a meta e punições para quem não conseguisse reduzir a conta de luz.
''O governo tinha três alternativas: choque de tarifas, apagões programados ou racionamento. Tomou a decisão certa'', lembra o presidente do Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee), Jayme Buarque de Holanda. Apenas a Região Sul, que não tinha problemas de oferta, ficou de fora. Nas demais, mesmo com o apoio da população, a possibilidade de apagões foi condicionada ao enchimento dos reservatórios de hidrelétricas com as chuvas de inverno. Felizmente, choveu e o racionamento pôde ser suspenso em fevereiro de 2002. (N.P. e I.T./AE)

mockup