A taxa de desemprego da Região Metropolitana de São Paulo manteve-se estável em junho, em relação ao mês anterior. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Seade e pelo Dieese, divulgada ontem, o índice de desemprego no mês passado foi de 18,6% da população economicamente ativa. Em maio, o número foi de 18,7%. O contingente de desempregados em junho na região foi estimado em 1.689.000 pessoas.
Em comparação com o ano passado, a taxa de desemprego total caiu. A queda de 19,9% em junho de 99 para os 18,6% em junho deste ano representa a volta de 95.000 pessoas ao trabalho nos últimos 12 meses. No município de São Paulo, a taxa de desemprego total passou de 17,6% para 17,5%, entre maio e junho. Nos demais municípios da Região Metropolitana, a oscilação foi um pouco mais expressiva, com a taxa de desemprego variando de 20,7% para 20,4% de maio para junho no período. O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 7.390.000 em junho.
Em relação a junho de 1999, o nível de ocupação na Região Metropolitana paulista cresceu 2,9%, o que representa 207.000 novos postos de trabalho. Este resultado decorreu da expansão do contingente de ocupados no comércio (5,0%), nos serviços (4,0%) e no item outros setores (2,1%).
Na indústria, o nível de emprego decresceu 1,3% nos últimos 12 meses. Apesar disso, foi o setor industrial que mais criou empregos em junho, em relação a maio, com 19.000 novos postos. Segundo os técnicos do Dieese, isso ocorreu por causa da expansão do trabalho com carteira assinada. O comércio gerou 5.000 ocupações em junho, pela ampliação dos contingentes de trabalhadores autônomos e de assalariados com carteira assinada. No setor de serviços, houve diminuição de 40.000 ocupações de maio para junho, apesar de o setor público ter criado 13.000 empregos. Outros setores eliminaram 3.000 ocupações, devido à redução nos serviços domésticos.
Em junho, o nível ocupacional na indústria cresceu 1,4% em comparação com maio. Este desempenho é explicado pelo aumento do número de postos de trabalho nos ramos de metal-mecânica (3,6%), alimentação (2,7%), gráfica e papel (1,1%), vestuário e têxtil (1,7%) e no item ‘‘outros ramos’’ (0,8%). Nos serviços, o nível de ocupação diminuiu 1,0% em junho, em relação a maio.

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