O novo presidente da Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S.A (Eletrosul), o catarinense Milton Mendes, esteve ontem em Londrina com duas tarefas: resolver a situação de nove funcionários da subestação local e anunciar a expansão da rede de linhas de transmissão da Eletrosul. A expansão promete trazer benefícios a região norte do Paraná, que dará passagem a duas linhas entre o Estado e São Paulo.
Em todo o território paranaense, serão em torno de 491,5 quilômetros (km) de novas linhas de 500 quilovolts (kVs). A diretoria da empresa espera ainda esse ano a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para instalar uma linha de transmissão de Londrina a Assis e Araraquara (SP). Será uma das principais ligações entre as regiões Sul e Sudeste, instalada sobretudo para facilitar a transmissão de energia entre as regiões.
A linha pretende aproveitar o excedente de energia gerado pela hidrelétricas e termoelétricas da região Sul para minimizar a situação precária do resto do País, exposta há dois anos com o racionamento da crise energética. ''Essa nova linha de transmissão aumentará muito a confiabilidade e a eficiência da subestação de Londrina, e será um atrativo para a instalação de indústrias na região'', disse Ronaldo dos Santos Custódio, diretor técnico da Eletrosul.
Em abril, serão iniciadas as obras da linha de transmissão entre a localidade de Bateias, em Campo Largo, e Ibiúna (SP). Num segundo momento, deverão também ser estendidas as linhas de Ivaiporã a Salto Santiago, e entre Ivaiporã e Cascavel, que também esperam a aprovação da Aneel. Para dar continuidade a novas obras e iniciar novos investimentos, a Eletrosul conta com R$ 118 milhões dentro do orçamento federal de 2003. Antonio Valdir Vitturi, diretor de gestão administrativa e financeira da Eletrosul, estima um investimento de US$ 125 milhões em obras de expansão entre 2003 e 2005. ''Imagina-se que 25% dos custos com novas usinas poderão ser cortados com a melhoria da rede de transmissão'', ressalta Mendes.

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