Eletrosul teme ficar fora dos leilões de energia
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de dezembro de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O presidente da Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S/A (Eletrosul), Paulo Roberto Tesserolli França, disse ontem em Curitiba que espera o apoio político dos governadores eleitos do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul para facilitar a entrada da estatal em concorrências e leilões públicos para transmissão de energia.
Atualmente, a Eletrosul é impedida de participar dos leilões pelo Programa Nacional de Desestatização por ser uma estatal. ''Esta é a nossa grande preocupação. Estamos crescendo, temos capital e lucratividade, mas não podemos expandir nossa atuação se não pudermos participar das concorrências públicas'', reclamou França.
A Eletrosul atua apenas na transmissão de energia elétrica. Ela conta atualmente com 9 mil quilômetros de rede e 31 subestações. A capacidade de endividamento da empresa é de R$ 400 milhões. Em 2001, a Eletrosul fechou o ano com a rentabilidade de 2% nos ativos. Este ano, a previsão é de fechar com rentabilidade superior a 7%.
''Não podemos deixar de investir'', complementou França, admitindo interesse nos leilões que serão promovidos nos próximos dias nos municípios de Londrina, Assis Chateaubriand e Ivaiporã.
França está contente com a mudança de governo, mas teme que não dê tempo para evitar os leilões já programados. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está ultimando os preparativos para a realização dos leilões. ''Se eles ocorrerem este ano, a Eletrosul vai ficar sem investimentos pelos próximos três anos. Isso será lastimável. Vai nos impedir de crescer'', afirmou.


