Curitiba A Empresa Transmissora de Energia Elétrica do Sul do Brasil S.A. (Eletrosul) iniciou, ontem, a inspeção terrestre das 5.621 torres de transmissão existentes no Paraná. A previsão é de que o trabalho termine só no final do ano, já que no total serão vistoriados cerca de 2,4 mil quilômetros de linhas.
O técnico em manutenção da regional da Eletrosul no Paraná, Roberto José Gunha, explica que é nesse tipo de inspeção que a empresa checa o estado de conservação das torres. ''Os problemas mais comuns encontrados são a corrosão, o avanço da vegetação, que pode ameaçar as torres e ainda atos de vandalismo'', explica.
Assim que um desses problemas é detectado, as equipes de inspeção acionam o serviço de manutenção para que o reparo seja feito o mais rápido possível. ''Graças a esse sistema contínuo de inspeção nós conseguimos evitar blecautes'', explica Gunha.
A Eletrosul é uma subsidiária da Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobrás), vinculada ao Ministério de Minas e Energia. Atua no segmento de transmissão de energia elétrica em alta e extra-alta tensão. A energia produzida nas usinas hidrelétricas flui por mais de nove mil km de linhas da Eletrosul, que a transmite para os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Esta área abriga um contingente populacional de aproximadamente 28 milhões de habitantes e que responde por 19% do PIB e 18% do mercado de energia elétrica do País.
No Paraná, a Eletrosul possui sete subestações de energia elétrica, nas localidades de Curitiba, Areia, Salto Santiago, Salto Osório, Campo Mourão, Ivaiporã e Londrina.

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