Os sindicatos de metalúrgicos ligados à Força Sindical vão discutir com a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) um acordo para garantir os empregos do setor durante o período de racionamento de energia elétrica. A primeira reunião para debater o assunto está marcada para amanhã.
Entre as possibilidades que serão discutidas com o setor está o banco de horas, nos mesmos moldes do acordo em negociação com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças).
Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Ramiro de Jesus Pinto, é importante encontrar formas de garantir empregos do setor. ‘‘As empresas estão tendo dificuldade para vender durante o racionamento. Se não for negociado nada, as empresas começarão a demitir trabalhadores. É isso que queremos evitar.’’
Na sua opinião, os trabalhadores de fabricantes de eletroeletrônicos, eletrodomésticos e linha branca são o que estão em situação mais complicada neste momento. ‘‘Ninguém compra mais nada que precisa ligar na tomada.’’ Levantamento feito pela Eletros mostra que a venda de produtos de imagem e som e eletroportáteis caiu 30,83% em junho, na comparação com igual período do ano passado.
Para adequar a produção ao novo cenário, muitas empresas do setor já demitiram funcionários, como a Meltalfrio. Outras anteciparam as férias dos funcionários, caso da Multibrás.

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