Curitiba - A indústria eletroeletrônica está otimista com o desempenho do setor para este ano. A expectativa é que a previsão de aumento de faturamento de 12% em relação ao ano passado seja alcançada até o final do ano, o que significaria um faturamento de R$ 117 bilhões este ano. O motivo do otimismo é o aquecimento nas vendas registrado em quase todos os ramos da atividade.
Diante desses resultados positivos, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica (Abinee), Humberto Barbato, afirmou, ontem, que está ''satisfeito com a situação macro-econômica do País. ''O maior problema que o setor enfrenta é a falta da reforma tributária, porque continua tendo problemas seríssimos de guerra fiscal entre estados'', disse. Ele acredita, no entanto, que os estados estão perto de chegar a um entendimento sobre o assunto, fechando um pacto sobre o ICMS, o que resultará na aprovação, em breve, da reforma.
Segundo Barbato, uma das atividades que mais contribui para o bom faturamento do setor em 2007 é a Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica (GTD), que registrou um crescimento de 15% no 1º semestre em relação ao 1 semestre de 2006.
Nas áreas de Automação Industrial, com crescimento de 25% em relação ao 1 semestre de 2006, e de Equipamentos Industriais, com aumento de 19%, diz, os negócios foram estimulados pelos investimentos produtivos que estão ocorrendo no País, e em especial pelas indústrias do Petróleo e Gás, do Biocombustível e Álcool, mineração, papel e celulose.
A indústria da Informática também teve crescimento significativo (+13%), o que, segundo ele, é resultado da política de de desoneração fiscal do governo, que isentou do PIS e Cofins os desktops e notebooks de até R$ 4 mil. ''Com isso, pela primeira vez, em 2007 serão vendidos mais computadores do que TVs no Brasil'', afirma. A previsão é de venda de 10 milhões de novas TVs no ano contra 10,2 milhões de computadores.
O setor que registrou maior aumento de vendas, no entanto, foi o de Material Elétrico de Instalação (+33%). Esse crescimento, diz Barbato, é fruto apenas de pequenas reformas e construções em imóveis próprios. Por isso, a expectativa é que o setor aumente ainda mais, quando novos programas de habitação sejam efetivados, o que deve ser sentido nos resultados do 1º semestre de 2008.
Na outra ponta da indústria, a área de Telecomunicações apresentou queda de 11% no faturamento do 1º semestre deste ano em relação a 2006. O motivo, segundo Barato, foi a paralisação de investimentos na área de infra-estrutura o que ele acredita que deve ser revertido em meados de 2008 com os editais para Inox e 3G.
Barbato ressaltou, ainda, a importância das indústrias eletroeletrônicas do Paraná nesses resultados, uma vez que representam 10% do setor, com a geração de 15 mil empregos diretos. ''Podemos dizer que 60 mil pessoas dependem do setor no Estado. Mas não é só isso, o setor eletroeletrônico é importante porque atende não só a produção de energia mas também o consumo final'', completou.

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