Eletroeletrônica prepara salto
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quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Agência Estado, 
Arquivo FolhaExplosão do setor é pequena amostra: indústria será 10 vezes maior em 2002SÃO PAULO - Dentro de 25 anos, a indústria eletroeletrônica deverá faturar em torno de US$ 200 bilhões ao ano, quase dez vezes mais que neste ano. Será maior, em volume de vendas e importância econômica, do que a indústria autobilística, segundo projeção feita pela diretoria da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
Numa tentativa de divulgar o potencial desse setor de atividade, a entidade elegeu a indústria do futuro como tema principal do Fórum Abinee Tec97, que se realizará entre os dias 19 e 23 de maio. Com essa tese, os empresários esperam atrair a atenção dos investidores estrangeiros e obter parceiros para o fortalecimento de suas empresas.
O mercado deverá manter taxas de crescimentos elevadas nos próximos anos. O déficit da balança comercial do setor deverá chegar a US$ 10 bilhões neste ano. Em 2000, as importações vão superar as exportações em cerca de US$ 17 bilhões. A tendência é da diferença aumentar ainda mais. O diretor da Abinee, Eduardo Magalhães, diz que é preciso encontrar soluções para atender ao mercado nas próximas décadas.
Os participantes do Fórum Abinee Tec97 vão se dedicar a essas questões. Os debates serão promovidos simultâneamente à realização da 18ª Feira Internacional da Indústria Eletroeletrônica, no Parque Anhembi. A Abinee também deverá preparar um documento com o perfil da indústria nacional. Uma pesquisa com 70 associados da entidade servirá como base para a difinição das tendências do mercado a médio e longo prazo.
OtimismoO presidente da Abinee, Nelson Freire, disse que está otimista em relação aos negócios este ano. O mercado de bens de consumo e de informática deverão crescer entre 5% e 10% em 1997. O setor de telecomunicações terá forte expansão neste e no próximo ano, o que se refletirá de forma positiva nas demais áreas da economia. A área de telecomunicações tem importante efeito multiplicador.
Apenas a indústria de equipamentos de energia terá desempenho medíocre, informou. Isso, porém, não ocorre com os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos. Estamos vendendo para quem produz e oferece empregos, afirmou o presidente da Abinee. Para ele, isso dá indicação de que as atividades indústriais vão ter forte expansão no futuro.


