Para roupas e brinquedos o desempenho fraco e só deve melhorar com a segunda parcela do 13º
Arquivo FolhaPESSIMISMOA expectativa do ramo de roupas é de que as vendas desde mês sejam inferiores ao ano passadoBetânia RodriguesOs eletrodomésticos são os produtos de maior saída nesta primeira quinzena de dezembro. Para os comerciantes dos setores de roupas e brinquedos, por enquanto, a venda está fraca e só deve melhorar com o pagamento da segunda parcela do 13º salário que deve ser feito até o dia 20.
Em três lojas de móveis e eletrodomésticos consultadas em Londrina, a linha branca de refrigeradores, fogões, máquinas de lavar roupa e microondas é a mais procurada do setor. Os ventiladores, ar-condicionados e circuladores de ar vem em seguida.
‘‘Na semana passada, o movimento foi bom devido ao pagamento de salário. Mas, a maioria das vendas deve se concentrar na última semana do mês que corresponde a 60% do total’’, disse Edilson Pereira de Lima, gerente de uma loja de móveis e eletrodomésticos da cidade.
De acordo com Roque de Souza, gerente de outra loja do setor, a maior parte dos consumidores prefere comprar os eletrodomésticos a prazo porque são produtos de valor mais alto.
‘‘Apesar da crise econômica que vivemos, acredito que este ano vamos vender 10% a mais que o mesmo período do ano passado. Sempre tem alguém que precisa trocar um aparelho ou um móvel e espera o 13º para concretizar seus planos’’, disse Souza.
Lima é da mesma opinião e disse que para vencer a concorrência a melhor alternativa é cobrir a oferta e fazer promoções. Segundo ele, a redução no preço dos eletrodomésticos é compensada na venda dos móveis que, em geral, oferecem um ganho de 100%.
Embora dezembro ainda seja o melhor mês para o comércio, janeiro também tem sido lucrativo para o setor de móveis e eletrodomésticos. Esta é a opinião de José Luiz Menan, gerente da Casas Bahia, em Londrina. ‘‘Muitas pessoas esperam o começo do ano para procurar os saldos de estoque e aplicar uma reserva de dinheiro programada para compras especiais’’.
No ramo de roupas o clima é mais pessimista. A expectativa é de que as vendas deste mês sejam inferiores a dezembro de 98. Edvaldo Espanhol, gerente de uma loja de roupas masculinas, femininas e infantis de Londrina, disse que as vendas vem diminuindo desde o início do ano. Para ele, a justificativa não é o preço dos produtos e sim a falta de dinheiro em circulação.
‘‘Acredito que boa parte dos trabalhadores usou a primeira parcela do 13º salário para pagar as contas. Esperamos que com o pagamento da segunda a situação melhore, mas a tendência é de queda entre 5% e 10%’’, afirmou Espanhol.
Giuliana Bassi, gerente de uma loja de roupa para jovens, no Shopping Center Catuaí, tem a mesma perspectiva de vendas. Ela acredita que os preparativos para viagens e a virada do ano podem recuperar o movimento na última semana do mês.
Nem mesmo os brinquedos conseguem escapar da crise. Para Cleonice de Souza, gerente de uma loja que vende apenas produtos importados, a estimativa é que o balanço deste mês caia 30% em relação a dezembro do ano passado. ‘‘O consumidor tem pechinchado bastante, mas tem levado muito pouco’’.
Carlos Roberto Ricetti, gerente da Ri Happy, disse que ficará satisfeito se as vendas deste ano forem iguais as do ano anterior. Apesar disso, ele admite que a loja aumentou o estoque em 10% em relação ao mesmo período. ‘‘Mesmo assim, sugerimos aos consumidores que não deixem para fazer as compras na última hora porque pode haver falta dos lançamentos’’.

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