Brasília- O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, reuniu-se ontem com a ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, para tentar evitar a saída do diretor financeiro da estatal, Alexandre Magalhães, que também estava presente à reunião. ''Queremos que ele fique'', disse Pinguelli. Ele relatou que Alexandre Magalhães o procurou no mês de dezembro, dizendo que pretendia deixar o cargo porque já tinha completado um ciclo na empresa. Ele apresentou razões pessoais para deixar o cargo. ''É muito trabalho e pouco dinheiro'', disse o presidente da Eletrobrás.
O diretor deu um prazo até que a virada do ano para voltar a conversar sobre o assunto. Pinguelli comunicou a intenção de Magalhães a Dilma e ao ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, ''porque é um cargo importante e nós combinamos de convencê-lo a ficar''. ''Não há nenhuma dicotomia entre Alexandre e a nossa administração'', assegurou o presidente da estatal.
Se, ao final das conversas, o diretor não puder continuar na empresa, Pinguelli admite que será escolhido ''um substituto à altura''. O governo está pensando ''maduramente'' em uma pessoa que dê continuidade à política que vem sendo adotada por Magalhães. O presidente da Eletrobrás negou que a eventual saída de Magalhães seja usada para atender algum partido político na reestruturação ministerial que vem sendo discutida pelo governo. ''Se ele for substituído, não será por um critério político. Não é compatível. Ali, tem que ser um sujeito que entenda do riscado'', afirmou.

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