O limite crítico da oferta de energia, que faz o País conviver com o risco de blecaute, deverá ser superado no primeiro semestre de 1999, quando deverão ser colocados no mercado mais 6 mil megawatts de eletricidade. Na verdade, 2 mil megawatts desse total estarão disponíveis já a partir de 1998, mas essa ampliação será neutralizada pela taxa de 5% prevista para o crescimento da economia brasileira no ano que vem.
A avaliação é da Eletrobrás, em estudo que relaciona 15 projetos de novas usinas ou ampliação em curso no País. Tudo vai depender do cumprimento do cronograma, que até agora está sendo seguido sem maiores problemas. O levantamento não inclui a compra de 1.000 megawatts da Argentina que estarão disponíveis a partir de dezembro de 1998.
O diretor da Eletrosul, empresa responsável pelo empreendimento, Delcídio Amaral, confirma para dia 24 a seleção do consórcio que implantará o projeto de US$ 700 milhões. A palavra de ordem até o 2º semestre de 98 continuará sendo a de economizar energia nos horários de pico nas regiões Sul-Sudeste e Centro-Oeste, reitera o diretor de operações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Mauro Arce.
Entre as principais obras relacionadas no Cronograma de Obras de Geração da Eletrobrás para o período 1997/2001, começa a funcionar já a partir do dia 30 a primeira das três turbinas de 130 megawatts da usina de Miranda da Cemig, no Rio Araguari. Na Hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco, a sexta turbina de 500 megawatts entra em operação em dezembro. Em março de 98 será a vez da Eletronorte acionar a termoelétrica Cuiabá I, no Mato Grosso.
Em São Paulo, a quarta turbina de 162 megawatts da Hidrelétrica de Três Irmãos, no Rio Tietê, será colocada em operação pela Cesp também no final de março, acrescentando mais 162 megawatts na oferta de energia. A quinta turbina deve entrar em operação em setembro de 98.
Há ainda a operação entre outubro e dezembro das hidrelétricas de Canoas I e II, no Rio Paranapanema, com mais 150 megawatts. A hidrelétrica de Porto Primavera, no Rio Paraná, começa a operar em fevereiro de 98 e até o final daquele ano colocará em operação cinco turbinas de 100,8 megawatts cada uma.
As Centrais Elétricas do Mato Grosso (Cemat) acionarão sete turbinas de 1,2 megawatts cada uma entre janeiro e abril de 98 da Hidrelétrica de Primavera, no Rio das Mortes. No último trimestre de 98, a Cemig coloca em funcionamento a hidrelétrica de Igarapava, no Rio Grande, com duas turbinas de suas cinco de 42 megawatts cada uma. Outra grande projeto relacionado é o da Hidrelétrica de Serra da Mesa, no Rio Tocantins, em construção pela empresa VBC (consórcio Votorantim/Bradesco/Camargo Corrêa).

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