O presidente de Furnas Centrais Elétricas, Luiz Carlos Santos, disse hoje, após o término do leilão de concessão de linhas de transmissão de eletricidade promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no Rio, que a estatal e a sua controladora, a Eletrobrás, já assinaram o acordo de renegociação da dívida de R$ 578 milhões junto ao Mercado Atacadista de Energia Elétrica (MAE).
‘‘Agora, cabe somente aos agentes assinarem o acordo’’, afirmou o executivo, garantindo que todos os acertos verbais constam do texto final do termo. A declaração de Santos foi uma resposta aos credores que vêm questionando alguns ‘‘desajustes da redação do acordo’’, que por sua vez estariam provocando divergências entre credores e devedores.
‘‘Eu acho que é conveniente para o mercado que o acordo seja assinado porque senão o MAE entrará em crise e poderá se desintegrar’’, disse o executivo, em tom de ameaça. ‘‘Se o acordo não é ótimo para o MAE, pode ser pelo menos muito bom.’’ Um executivo do setor privado que não quis ser identificado e que está envolvido nas negociações rebateu as declarações de Santos dizendo que os maiores efeitos negativos sobre o impasse poderão recair sobre o País. ‘‘O que está em jogo é o clima de confiança sobre as regras gerais do setor energético brasileiro; o MAE é só um subgrupo no total de perdas’’, reiterou.

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