Os futuros controladores privados das empresas de geração de eletricidade do sistema Eletrobrás, que devem ter seu processo de privatização iniciado este ano com o leilão de Furnas Centrais Elétricas S/A, terão de investir na ampliação da oferta de energia das usinas hidrelétricas. A informação é do ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho.
O ministro afirmou que as exigências de investimento e expansão das empresas deverá constar no edital de privatização. ‘‘Não é possível se pensar em privatização e modernização sem contar com planos de investimento, ganhos de eficiência e aumento de oferta. Os novos controladores terão que gerar mais e esta é a grande diferença do sistema brasileiro em comparação ao norte-americano. Lá, não se pensou em aumento de oferta. Aqui, tomaremos este cuidado’’, disse.
Tourinho afirmou que, em virtude de o ministério estar concentrado nos últimos meses ‘‘na garantia de ampliação de oferta e abastecimento do parque energético brasileiro’’, os estudos sobre o modelo de privatização de Furnas estão sendo elaborados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Consultores e especialistas do setor de energia alegam, no entanto, que dificilmente a estatal deverá ser vendida este ano, apesar das declarações de integrantes da equipe econômica do governo que dizem o contrário. ‘‘É difícil se pensar em vender uma empresa como Furnas, que é enxuta, automatizada, com um ótimo corpo técnico, que dá lucro e paga impostos e dividendos’’, justificou Oscar Pimentel, presidente da Pimentel Consultoria.

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