Eletrobrás exigirá expansão
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sábado, 13 de janeiro de 2001
Agência Estado De São Paulo 
Os futuros controladores privados das empresas de geração de eletricidade do sistema Eletrobrás, que devem ter seu processo de privatização iniciado este ano com o leilão de Furnas Centrais Elétricas S/A, terão de investir na ampliação da oferta de energia das usinas hidrelétricas. A informação é do ministro de Minas e Energia, Rodolpho Tourinho.
O ministro afirmou que as exigências de investimento e expansão das empresas deverá constar no edital de privatização. Não é possível se pensar em privatização e modernização sem contar com planos de investimento, ganhos de eficiência e aumento de oferta. Os novos controladores terão que gerar mais e esta é a grande diferença do sistema brasileiro em comparação ao norte-americano. Lá, não se pensou em aumento de oferta. Aqui, tomaremos este cuidado, disse.
Tourinho afirmou que, em virtude de o ministério estar concentrado nos últimos meses na garantia de ampliação de oferta e abastecimento do parque energético brasileiro, os estudos sobre o modelo de privatização de Furnas estão sendo elaborados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Consultores e especialistas do setor de energia alegam, no entanto, que dificilmente a estatal deverá ser vendida este ano, apesar das declarações de integrantes da equipe econômica do governo que dizem o contrário. É difícil se pensar em vender uma empresa como Furnas, que é enxuta, automatizada, com um ótimo corpo técnico, que dá lucro e paga impostos e dividendos, justificou Oscar Pimentel, presidente da Pimentel Consultoria.


