Eletricitários esperam acordo para encerrar greve
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
Os eletricitários paranaenses esperam que uma audiência conciliatória às 14h de segunda-feira, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, sele o fim da greve de funcionários da Eletrobras. A categoria cruzou os braços no último dia 15, para pedir reajuste salarial de 11,16%, que representa a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, de 6,49%, mais a média de crescimento do setor nos últimos três anos.
A Eletrobras conseguiu ontem uma liminar no TST, que determinou que ao menos 75% da força de trabalho continue em atividade nos setores de geração, transmissão e distribuição de energia. Em caso de descumprimento, a multa será de R$ 50 mil. O diretor secretário do Sindicato dos Trabalhadores nas Concessionárias de Energia Elétrica e Alternativa de Londrina (Sindel), José Mendes de Sousa, diz que a categoria entrou com medida cautelar porque, por lei, é exigido que apenas 30% dos empregados trabalhem para manter o fornecimento de serviços essenciais.
Sousa conta que, no Paraná, 100 funcionários da Eletrosul e 180 de Furnas estão parados. No País, são 27 mil empregados do sistema Eletrobras e a estimativa das centrais sindicais é de que 90% deles aderiram à paralisação. Ele conta que a direção da companhia fez uma proposta de reajuste com base no IPCA e com ganho real de 1,5%, que foi descartada. Na sequência, a proposta foi retirada. "Marcamos assembleias na terça-feira para discutir a proposta que esperamos no TST, uma em Londrina e outra em Ivaiporã", diz.
Diretor do Sindel em Ivaiporã, Wagner Schmeiske conta que os serviços emergenciais continuam a ser feitos. "Só deixamos de fazer a manutenção preventiva e os desligamentos, o que não tem impacto no sistema", diz. Ele conta que operadores passaram a ampliar turnos de oito para 12 horas durante a greve.
A determinação de manutenção de 75% da força de trabalho em atividade foi do presidente do TST, ministro Carlos Alberto Reis de Paula. Ele não considerou a greve abusiva, como pediram as empresas na liminar, mas exigiu a rendição dos trabalhadores nas respectivas escalas. "A categoria estaria impedindo a saída dos trabalhadores que cumprem jornadas de seis horas e de oito horas, estabelecendo, na prática, uma situação de abuso laboral", explica, em nota. (Com Agência Estado)


