Representantes de sindicatos dos eletrecitários de várias cidades do Paraná discutem hoje, em Maringá, a privatização da Copel. Até ontem tinham sido confirmadas as presenças de presidentes e diretores dos sindicatos de Curitiba, Londrina, Ponta Grossa e Cascavel. Durante o encontro, os sindicalistas querem tirar uma pauta de atividades para alertar a população sobre os prejuízos que a sociedade do Paraná terá com a privatização da Copel.
De acordo com o diretor-financeiro do Sindicato dos Eletrecitários de Maringá, Jonas Braz, a preocupação dos sindicatos não é somente com o desemprego, mas acima de tudo, com a qualidade dos serviços prestados à população e também com o custo da energia a partir da privatização da estatal. Braz criticou o processo de privatização da Copel que, segundo ele, começou em 1995 com o programa de incentivo à demissão voluntária e que foi intensificado nos últimos dois anos com a terceirização de vários serviços.
Atualmente, a Copel conta cerca de 6 mil servidores. Braz afirmou que o encontro dos sindicalistas hoje em Maringá é o primeiro de uma série que será realizada em outros municípios do Paraná, com o objetivo de esclarecer e buscar apoio da comunidade para o manifesto de repúdio à privatização da Copel.

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