O eletricista aposentado Adair Gimenez, de 54 anos, reclama que ‘‘é injusta’’ a forma como o governo federal fará o pagamento das perdas do FGTS. ‘‘Isso demonstra que eles têm o controle de tudo e nós não temos mais força para negociar nada’’, completa.
Na sua opinião, a injustiça está no fato de que o problema já vem se estendendo a muito tempo. ‘‘Se eles devem, teriam mais é que pagar logo.’’ Ele ainda não sabe quanto terá direito a receber, mas adianta que vai procurar o sindicato da categoria para fazer as contas.
Gimenez também critica o deságio – desconto que varia de 8% a 15% para aqueles que têm mais de R$ 2 mil a receber. ‘‘Estamos fadados a pedir esmola para o governo daqui há um tempo’’, diz.
Para ele, isso tudo aconteceu porque faltou informação ao trabalhador sobre o projeto. ‘‘O povo ainda está muito mal informado e precisava ter tido mais divulgação desse projeto que foi aprovado.’’
O fato da liberação do pagamento das perdas começar a sair somente em junho de 2002, para os trabalhadores que têm até R$ 1 mil a receber, é classificado por ele como ‘‘mais uma esperteza do governo, que usará isso para iludir os trabalhadores’’.

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