Eletrecitários de Furnas param em Foz
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de julho de 2002
Alexandre Palmar <br>Equipe da Folha 
Foz do Iguaçu Funcionários da subestação de Furnas Centrais Elétricas S.A., em Foz do Iguaçu, entraram ontem no segundo dia da greve por reposição salarial. A paralisação, por tempo indeterminado, reivindica reajuste de 9,68%, mais aumento de R$ 2,00 no auxílio refeição e abono. O ato segue movimento grevista nacional.
A greve tem adesão de quase 100%. Apenas equipes de quatro operadores se revezam em turnos para garantir a transmissão da produção da Itaipu Binacional, responsável pela energia consumida por quarto do País. Os operadores não trabalham como técnicos de manutenção. Em caso de acidente, pode haver uma pane no sistema nacional.
Segundo o Sindicato dos Eletrecitários, o acordo coletivo deveria ter sido fechado em abril, quando venceu a data-base, mas governo tem protelado as negociações. Incialmente, Brasília ofereceu reajuste de 3,5%, depois 4,5% e agora 6%. ''Não podemos aceitar a diferença, porque temos perdas acumuladas de 40%'', afirma o presidente da entidade, Assis Paulo Sepp.
Acampados em frente ao portão de Furnas, os eletrecitiários também manifestam posição contrária a divisão das empresas de geração e transmissão de energia, o que facilitaria a privatização doe setor, segundo o sindicalista.


