Cada vez mais, os animais de estimação estão presentes nos lares brasileiros. Em 2007, 43% dos domicílios do país tinham cachorros ou gatos, de acordo com a pesquisa Ibope - Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. A projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação (Anfal Pet) para 2010 é que os lares possuam 33 milhões de cachorros, 17 milhões de gatos e 28 milhões de outros animais.
Segundo o veterinário Rodrigo Reis, a escolha do animal de estimação está diretamente relacionada ao espaço que será disponibilizado para ele. Para apartamentos, são indicados animais de pequeno porte. Já em casas, é possível ter os de porte maior. ''Não indicamos para pet animais retirados da natureza, como, por exemplo, aves silvestres capturadas. Caso o proprietário opte por uma dessas aves, como um papagaio, o indicado é a procura por criatórios credenciados pelo Ibama'', complementa.
Já a médica veterinária Carmem Lúcia Hislt, explica que apesar de existirem criadouros legalizados, a aquisição das espécies da fauna brasileira estimula criadores ilegais ou mesmo o comércio ilegal. ''Também não são indicados animais que podem se tornar agressivos quando atingem a puberdade ou a idade adulta, o que é comum acontecer com iguanas, e animais que precisam de mais espaço quando se tornam adultos''. Para pets, a veterinária acredita que é melhor optar por animais que podem ter maior contato e interagem com o proprietário. São eles cães, gatos, ferrets, porquinhos da índia (cobaia), mini-pig, calopsita, periquitos australianos, agapornis, tartarugas (tigre d'água), coelhos, hamster, ratos, esquilos da Mongólia, iguanas e chinchilas.
''O problema não é adaptação à casa ou ao apartamento, e sim à vida dos proprietários. Um hamster, que normalmente é adquirido pelos pais para uma criança, tem hábitos noturnos. Ou seja, exatamente no horário que eles poderiam interagir, a criança estará dormindo'', explica Carmem Lúcia. Raças de cachorros como pinscher ou poodle toy não devem ser adquiridas por crianças muito pequenas, porque possuem patas muito delicadas e qualquer queda pode levar a fraturas. ''Crianças gostam de interação e determinados pets como peixes acabam frustrando suas expectativas'', enfatiza Rodrigo Reis. Cães com temperamento agressivo ou mal humorados também devem ser evitados.
Já a tartaruga de aquário, chamada de tigre d'água, ao crescer e tornar-se adulta, quer sair para a terra esporadicamente, o que pode se tornar um problema dentro de um apartamento. Por isso, o tempo de vida do animal é outro fator que deve ser considerado na hora da compra. ''As pessoas devem saber que o animal escolhido pode chegar a 20 anos de idade, necessitando ainda mais cuidados quando chegam a terceira idade'', explica Rodrigo Reis.
Os ruídos feitos pelo animal também vão determinar o local adequado para sua permanência. A proprietária de pet shop Cinthia Lima explica que aves como calopsitas são mais indicadas para casas, pois fazem mais barulho. Ainda sim, essa espécie e as diferentes raças de cachorros, são os animais mais vendidos atualmente em sua loja.

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