Os associados da Corol Cooperativa Agropecuária elegem na próxima sexta-feira, dia 19, um novo comitê gestor para os próximos três anos. A única chapa inscrita é encabeçada pelo presidente do Sindicato Rural de Cambé, João Menolli, que também comanda a comissão provisória que administra o grupo desde quando os conselhos administrativo e fiscal da Corol foram destituídos.
Na assembleia, os cooperados ainda terão de aprovar a contratação de auditores, que já começaram a fazer os balanços de patrimônio, de dívidas e jurídico da associação. Menolli afirma que apresentará um plano de ações apenas depois que os levantamentos forem apresentados, o que deve ocorrer no máximo em 90 dias. "Paralelamente, conversamos com advogados e representantes de empresas (credoras). Eles nos deram um tempo para colher informações antes de começar as negociações."
Diretor da comissão provisória, Daniel Rosenthal diz que Julio Zechetto, que fez parte da administração da cooperativa de crédito Sicredi, foi contratado como superintendente da Corol. "É uma pessoa de mercado e vamos centralizar todas as operações nele."
A Corol entrou em disputa interna devido à crise financeira inciada em 2009. A dívida é estimada em R$ 300 milhões, mas há suspeita de que o valor hoje seja bem superior. Quando a cooperativa deixou de quitar Notas de Crédito Rural (NCRs), que estavam em nome de associados e que foram executadas por credores, houve uma revolta interna que levou à destituição da diretoria e à criação de uma comissão provisória.

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