Curitiba- Em clima acirrado, acontece amanhã a eleição para a presidência da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), uma das entidades de classe mais importantes e influentes do Estado. Disputando os votos de 94 dos 96 sindicatos que compõem a federação estão o atual presidente, Rodrigo da Rocha Loures, que tenta se reeleger, e o empresário Álvaro Scheffer, que atualmente é um dos vice-presidentes da instituição. Provando o equilíbrio e a imprevisibilidade da disputa, na reta final de campanha os dois candidatos se declaram confiantes na vitória.
Ao contrário de eleições recentes na Fiep, no pleito deste ano não houve consenso diante de um nome e partiu-se para o chamado ''bate-chapa''. Os dois candidatos, entretanto, afirmam que a disputa é benéfica para a entidade. ''Vejo a disputa como algo estimulante, que atrai mais interesse para a federação e favorece que alguns setores envolvidos saiam da acomodação'', diz Rocha Loures. Scheffer, por sua vez, aproveita para ''cutucar'' o candidato à reeleição. ''Nossa chapa é composta por boa parte dos vice-presidentes da Fiep e sempre cobrávamos do presidente uma série de coisas. Nos últimos meses, conforme foi se aproximando a eleição, ele (Rocha Loures) começou a realizar algumas dessas coisas'', afirma Scheffer, citando como exemplo várias obras da Fiep inauguradas recentemente. ''Pode ser antiético por parte do presidente, mas isso vem sendo benéfico para a federação'', ataca.
As realizações do atual presidente são justamente a base de sua campanha pela reeleição. ''Temos uma gestão com um acervo enorme de realizações e estamos mostrando que podemos dobrar nossos serviços e melhorar a qualidade'', diz Rocha Loures. Ele propõe ainda que a Fiep seja o principal propulsor de investimentos em inovação tecnológica na indústria do Estado e defende que a federação ajude no desenvolvimento das diferentes regiões do Paraná. Discurso semelhante ao de Scheffer. ''Queremos que todas as regiões tenham representação dentro da Fiep'', afirma o candidato de oposição. Além disso, ele coloca a defesa de interesses dos diferentes ramos industriais como outra prioridade. ''Já estamos atuando nas demandas de alguns setores, mas queremos ampliar esse trabalho'', declara.
Sobre a esperança de vitória, os dois candidatos se dizem otimistas. ''Temos a expectativa de ter 52 votos'', garante Scheffer. Número que seria suficiente para sua vitória, já terão direito a voto 94 dos 96 sindicatos que integram a Fiep. Para votar, os sindicatos devem estar filiados à federação há mais de seis meses e não ter nenhum débito com a entidade até 2006. Já Rocha Loures prefere não arriscar um palpite exato. ''É difícil dar um número, mas sinto minha candidatura muito forte e vitoriosa'', afirma. A eleição acontece entre às 12h e às 18h de amanhã, na sede da Fiep em Curitiba. A apuração começa pouco depois, com o resultado saindo por volta das 21 horas.
Terminada a eleição, ambos os candidatos defendem, ao menos no discurso, que a Fiep volte a se unir. ''A partir daí, quebram-se os retrovisores e temos que tocar a federação com todos os 96 sindicatos unidos. As rusgas que vierem a aparecer, devem ser superadas'', resume Scheffer.

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