Electrolux quer demitir mais 450 funcionários
O presidente da Electrolux do Brasil, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do País, Antonio Carlos Romanoski, disse ontem que a empresa tem um programa de demissão de mais 450 trabalhadores para completar o total de 1.350 dispensas nas unidades brasileiras entre junho de 1997 e junho de 1998. Mas isso vai depender do andamento da economia, disse Romanoski. Fazemos avaliação mês a mês e o reajuste pode ser maior ou menor.
Até agora, foram realizados 900 cortes nas unidades de Curitiba e São Carlos. De acordo com o presidente, as novas demissões, caso ocorram, serão feitas no setor produtivo, pois a administração da empresa já foi adequada às exigências da matriz. Romanoski preferiu não divulgar nenhum dado do balanço da Electrolux do Brasil no ano passado, em razão de ainda não ter sido auditado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os 3,5 mil funcionários que estavam em férias coletivas já retornaram ao trabalho no início de janeiro.
No final do ano passado, Romanoski anunciou o adiamento por tempo indeterminado da construção de uma nova fábrica em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba. A justificativa foi a de que existe um excesso de 40% na oferta de produtos da linha branca no mercado brasileiro. A fábrica deveria funcionar no primeiro semestre de 99, com capacidade para produzir 1,5 milhão de unidades.





