Electrolux não deve demitir agora no Brasil
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de junho de 1997
De Curitiba 
Os funcionários da Electrolux do Brasil deverão ser poupados, ao menos num primeiro momento, do processo de corte anunciado na semana passada pela holding sueca do grupo. Na última quinta-feira, a Electrolux AB comunicou que pretende demitir 12 mil funcionários e fechar 25 fábricas em todo o mundo. A empresa não informa se o Brasil está ou não incluído nos planos de enxugamento, mas admite que a América do Sul não será o alvo inicial do processo.
No Paraná, a Electrolux do Brasil - que no ano passado adquiriu a Refripar (dona da marca Prosdócimo, que emprega mais de 3,7 mil funcionários) - também não recebeu nenhuma informação oficial sobre os cortes. O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Refrigeração do Paraná (Seletroar), que entrou em contato com a direção da Electrolux na semana passada, teve a garantia de que as demissões não atingiriam unidades brasileiras.
O Departamento de Comunicação da holding da Electrolux, sediada em Estocolmo, anunciou que o processo de enxugamento deverá atingir as unidades onde os mercados já estão saturados. Os países mais cotados para sofrer os cortes são os europeus e os Estados Unidos, que vêm registrando prejuízos e quedas consecutivas no volume de vendas.
Neste cenário, os planos da Electrolux para o Brasil são mais otimistas, segundo admite sua assessoria de imprensa. Somente no Paraná, a empresa está investindo US$ 150 milhões na construção de uma nova fábrica de geladeiras - em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba -, que deverá produzir anualmente 860 mil unidades. A nova unidade deverá criar também 1,2 mil novos postos de emprego.


