Os funcionários da Electrolux do Brasil deverão ser poupados, ao menos num primeiro momento, do processo de corte anunciado na semana passada pela holding sueca do grupo. Na última quinta-feira, a Electrolux AB comunicou que pretende demitir 12 mil funcionários e fechar 25 fábricas em todo o mundo. A empresa não informa se o Brasil está ou não incluído nos planos de enxugamento, mas admite que a América do Sul não será o alvo inicial do processo.
No Paraná, a Electrolux do Brasil - que no ano passado adquiriu a Refripar (dona da marca Prosdócimo, que emprega mais de 3,7 mil funcionários) - também não recebeu nenhuma informação oficial sobre os cortes. O Sindicato dos Trabalhadores das Empresas de Refrigeração do Paraná (Seletroar), que entrou em contato com a direção da Electrolux na semana passada, teve a garantia de que as demissões não atingiriam unidades brasileiras.
O Departamento de Comunicação da holding da Electrolux, sediada em Estocolmo, anunciou que o processo de enxugamento deverá atingir as unidades onde os mercados já estão saturados. Os países mais cotados para sofrer os cortes são os europeus e os Estados Unidos, que vêm registrando prejuízos e quedas consecutivas no volume de vendas.
Neste cenário, os planos da Electrolux para o Brasil são mais otimistas, segundo admite sua assessoria de imprensa. Somente no Paraná, a empresa está investindo US$ 150 milhões na construção de uma nova fábrica de geladeiras - em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba -, que deverá produzir anualmente 860 mil unidades. A nova unidade deverá criar também 1,2 mil novos postos de emprego.

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