Electrolux e Spaipa perderam posições
A Electrolux, indústria eletroeletrônica, caiu no ranking da revista Exame. A empresa chegou ao Paraná em 1996, assumindo a Refripar, e caiu da 92ª colocação para a 136ª , sentindo uma forte queda nas vendas, de 18,7%. A gerente de Relações Públicas, Charlotte Ericsson, explica que o setor sofreu com a explosão do dólar porque o plástico e o aço (segunda maior matéria-prima para geladeiras e lavadoras) são cotados em dólar.
Mesmo assim, ressaltou que a empresa não se intimidou e resolveu investir US$ 1,5 milhão numa fábrica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC) de motores para aspiradores de pó. São equipamentos utilizados pela própria Electrolux, que antes precisava importar para fabricar aspiradores, enceradeiras e lavadoras de alta pressão. O Paraná é um Estado que sempre favoreceu o clima de negócios, elogia, entendendo que 2000 começou com melhores perspectivas.
Outra empresa que caiu no ranking, de 165º para 196º, é a Spaipa, fabricante de refrigerantes da linha Coca-Cola e cervejas Kaiser. Mesmo assim, o diretor de marketing, Rinaldo Dalaqua, acha lisonjeador participar da publicação. Considerando a mudança radical na economia, ele diz que a Spaipa saiu-se muito bem, realizando vendas de US$ 355,6 milhões. O ponto forte, segundo o gerente, foi o investimento de US$ 30 milhões em marketing.
A Spaipa criou o ponto econômico, que consiste na prestação de consultoria aos varejistas. Atualmente 7.200 pequenos comerciantes participam do programa, cujo princípio básico é aprender que a margem menor amplia a competitividade. Pelo programa a empresa ganhou o prêmio TOP de marketing do ano passado, em concurso da Associação dos Dirigentes de Vendas (ADV). Fez e continua fazendo parte da estratégia, também, a análise do perfil do cliente.
A mesma preocupação chegou à Volvo do Brasil, que subiu do número 199 para 138 na listagem da Exame. Com vendas de US$ 461,2 milhões, a empresa experimentou um crescimento de 39,2% e o diretor de Associações Corporativas, Carlos Morassutti, conta o segredo do negócio: oferecer soluções aos clientes. Cuidar não só da venda, mas também do pós-venda.





