Elas confirmam o poder feminino nas decisões
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quarta-feira, 16 de julho de 2008
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
Mulheres ouvidas pela FOLHA concordam que, hoje, a maior parte das compras é decidida por elas, desde o que vai estar na geladeira até os bens duráveis como geladeira, móveis e carro. Elas são unânimes ao dizer também que tais decisões são femininas porque as mulheres quando compram alguma coisa têm o olhar voltado para a família.
''Nós somos mais minuciosas, procuramos ver o que é melhor para a família, pensamos mais no coletivo'', afirma a dona de casa Marli Pereira Ricci, casada com o aposentado da Copel, Orlando Ricci, com dois filhos e três netos. Na família, todos os bens materias tiveram decisão de dona Marli na hora da compra, porém, de forma harmoniosa entre as partes.
''Com a gente sempre foi assim: ele (o marido) nunca foi o machão nem eu a mandona. A vida toda tivemos diálogo, mas na hora da decisão das compras a palavra final sempre foi minha'', revela. ''Quando pensamos em trocar de carro, por exemplo, saímos juntos, analisamos, e na hora da decisão eu digo o que eu prefiro'', completa.
Marli revela que não só decide as compras como também administra o dinheiro da família, mesmo sem nunca ter trabalhado fora. ''Eu pego o salário que entra do meu marido e faço uma agenda com tudo o que tem para pagar no mês. Quito o básico e então vejo o que sobra para saber onde investir. Sempre foi assim, desde o primeiro carro que decidi comprar, um Fusca, lá no início do casamento. Depois, a situação melhorou, escolhi a casa própria, e continuamos com esse mesmo sistema. Somos felizes assim'', conta a dona de casa.
Na casa dos arquitetos Adriana Karen de Souza e Renato Alves também é ela a responsável pela maioria das compras. ''Discutimos o que fazer antes, mas a palavra final sempre é minha. Essas coisas de casa, geladeira, fogão, decoração, é tudo comigo. É assim também com o supermercado, com a decisão da escola da criança'', diz ela, que tem um filho. A arquiteta afirma que ''não tem muita briga'' entre o casal por causa disso. ''O meu marido abre espaço para eu definir as compras. Se tiver algo entre a minha vontade e a dele, a minha prevalece'', diz.
Para Adriana, que na área de arquitetura tem contato com muitas mulheres, o poder decisivo feminino é bem comum nas famílias. ''São elas que definem todos os detalhes num projeto, na casa. Às vezes, o marido só define se determinada coisa vai ser automatizada. Hoje, a mulher, além de trabalhar fora, ainda é essencial dentro de casa. Tem o olhar mais apurado para certas coisas'', observa a arquiteta.


