Efeitos da retomada vão demorar um pouquinho
Curitiba - "Os números comprovam o esfriamento do mercado imobiliário em linha com a economia do País. Não é um momento ruim do mercado imobiliário. É um momento terrível do País", frisou o economista da Fipe, Eduardo Zylberstajn. Para ele, o Brasil passa por uma "hecatombe econômica" . "Estamos passando por uma experiência econômica que viveram os países que passaram, por exemplo, por guerras, catástrofes ambientais, guerra civil. De fato, é uma situação muito grave", ressaltou.
Sobre o que muda para o setor imobiliário com a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Luiz Fernando Moura, diretor da Abrainc, disse que "a única coisa que mudou até agora foi a esperança". Ele lembrou que o segmento precisa de confiança para voltar a crescer. "A gente tem uma certeza, de que do jeito que está não dá para continuar", afirmou.
Ele lembrou que na área da construção civil a retomada não é rápida. "Nosso ciclo é muito longo e leva um prazo de seis anos. Até comprar um terreno, iniciar um projeto, leva um ano e meio. A decisão da retomada pode ser assim que a gente consiga enxergar um horizonte melhor. Já os efeitos dessa retomada vão demorar um pouquinho", avisou. Moura considerou que o sinal de que as construtoras estão se adaptando ao cenário econômico atual é o número de entregas que superaram em 29% o de lançamentos no trimestre dezembro/15 a fevereiro/16. "No médio prazo, os empregos no setor da construção devem cair ainda mais por falta de empreendimentos", avaliou. Segundo o diretor, em 2015, em todo o País, 700 mil pessoas perderam o emprego na construção civil. Ele acrescentou que o ano de 2015 começou com 3,5 milhões de empregados na construção e terminou com 2,8 milhões de trabalhadores registrados. (A.D.C)





