A cada partida do Brasil na Copa do Mundo, o consumo de energia diminui antes do apito inicial, sobe de forma rápida e significativa durante o intervalo, diminui no segundo tempo e volta a crescer no fim do jogo, um “efeito torcida” que exige monitoramento constante para manter a estabilidade do Sistema Interligado Nacional.

Como uma das principais usinas para o país, a Itaipu Binacional participa do esquema especial coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que envolve o período de duas horas que antecede a partida até duas horas depois de cada jogo.

Na estreia contra o Marrocos, o fornecimento de Itaipu ao país reduziu em 7% na hora anterior ao apito, às 18h, e assim permaneceu até o fim do dia. A carga do SIN recuou até 8,6%, com retomada de 4.307 MW em apenas 21 minutos após o jogo, equivalente ao consumo médio do Rio Grande do Sul.

Imagem ilustrativa da imagem 'Efeito torcida': jogos do Brasil alteram perfil de geração de usina hidrelétrica

Já na partida contra o Haiti, acompanhando a redução do consumo de energia momentos antes do jogo, em aproximadamente 40 minutos, a Itaipu reduziu em 17% seu fornecimento para o Brasil, e logo após a partida, em 14 minutos, a usina elevou sua geração em 7% para acompanhar o aumento do consumo do sistema elétrico brasileiro.

A expectativa é de que no próximo jogo, nesta quinta-feira (24), quando a seleção brasileira vai enfrentar a Escócia em uma rodada decisiva, este comportamento da carga se repita.

Nos jogos do Paraguai o comportamento é parecido, porém bem menos perceptível para o suprimento total da Itaipu, devido à diferença existente entre os consumos de energia do sistema paraguaio e do sistema brasileiro.

(Com informações da Itaipu Binacional)

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