O mercado monetário chileno operou ontem com nervosismo em consequência dos últimos acontecimentos no Sudeste Asiático. O dólar chegou a bater a um pico de 438,00 pesos para compra e a 438,50 pesos para venda, na primeira metade da manhã de ontem, quando o Banco Central do Chile teve de sair vendendo dólares para segurar a cotação dentro da banda de flutuação. Às 13 horas (14 horas de Brasília), o dólar fechou a 434,50 pesos para compra e a 435,50 para venda. Anteontem o dólar havia fechado a 433,30/433,80 pesos.
Desde o final de outubro, o peso chileno desvalorizou entre 4% e 5%. Só ontem, a desvalorização foi de 1,2%. A intranquilidade se deve à perspectiva de forte queda nas exportações chilenas para o mercado asiático. Hoje, 1/3 das vendas externas do Chile, que somam US$ 20 bilhões por ano, são direcionadas à Ásia. A banda de flutuação do peso é de 12,5% para mais e para menos, a partir da cotação média de 470,78 pesos por dólar.
Bolsas Sem a Bolsa de Nova York - que não operou por causa do feriado de Ação de Graças - para apontar o rumo, a Bolsa de São Paulo seguiu seu próprio caminho e fechou ontem em alta de 2,62%. O relativo otimismo da principal bolsa asiática, a de Tóquio, que subiu 3,48%, e a aprovação da queda da estabilidade dos servidores, na Câmara, contribuíram para o bom resultado.

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