Joyce Naltchayan/France PresseSob tensãoGreenspan, presidente do banco central dos EUA: ‘‘Autoridades monetárias avaliam impacto da crise’’O presidente do Fed (banco central), Alan Greenspan, admitiu ontem que as autoridades monetárias dos Estados Unidos ainda estão avaliando o impacto da crise financeira asiática na economia dos EUA e seu potencial de ‘‘se intensificar e se espalhar’’.
Em seu depoimento semestral submetido ao comitê de assuntos bancários do Senado, ele não indicou que o Fed esteja na iminência de elevar as taxas de juro para aliviar pressões inflacionárias, e também não expressou grande preocupação com retração na economia dos EUA.
O presidente do Fed notou novamente que ‘‘há importantes correntes contrárias’’ em jogo na economia, que ainda apresenta o mercado de trabalho ‘‘bastante restrito’’ e potencial para alta inflacionária, se diversos fatores que estão segurando a pressão dos preços desaparecerem.
Greenspan também voltou a afirmar que ‘‘a performance da economia dos EUA permanece impressionante’’. Os ganhos de produtividade ainda parecem estar apoiando a economia com baixo nível de inflação em uma época em que as demandas salariais estão aumentando, e a diminuição nos custos dos benefícios sociais - particularmente planos de saúde - parece estar acabando.
Alan Greenspan afirmou ao Senado que apesar dos efeitos totais da crise asiática não terem atingido plenamente os EUA, os efeitos já são sentidos. Ele destacou que o crescimento do segundo trimestre ‘‘parece ter desacelerado bastante’’ do passo de 5,4% verificado no primeiro trimestre.
Greenspan disse que os preços das ações cada vez mais altos formam parte de um ‘‘círculo virtuoso’’ de crescimento e expectativas de baixa inflação, na economia dos EUA. Mas ele advertiu que o nível recente do mercado de ações nos EUA ‘‘poderia ser difícil de sustentar’’. Segundo o presidente do Fed, a greve da GM deve custar 0,5 ponto percentual do PIB no segundo trimestre, em base anualizada.
A força do dólar diante das demais moedas e competição geral nos mercados mundiais são fatores temporários que estão moderando as pressões inflacionárias nos EUA. ‘‘Se a situação externa permanecer a mesma, esses fatores provavelmente continuarão contribuindo para a boa performance dos preços nos EUA.

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