O ministro lembrou que um dos principais motivos da retração apresentada pelas exportações brasileiras é a crise econômica na Argentina. Neste ano, o déficit comercial com o país vizinho deve ficar em torno de US$ 2,7 bilhões. ''A exportação poderia estar crescendo mais significativamente. Se tirar o efeito da Argentina, ao invés de uma queda de 1,9%, as exportações teriam um crescimento (em valor) de 3,9%'', afirmou.
Em volume, as exportações aumentaram 2% de janeiro a agosto, em relação ao mesmo período do ano passado, mas, em termos de preço, os produtos brasileiros sofreram uma redução de 6%. Um dos motivos dessa queda, lembrou Amaral, é o enfraquecimento do comércio mundial, que crescerá neste ano apenas 1,5%. ''Considerando essa retração no comércio mundial, nós estamos obtendo um bom desempenho nas exportações'', disse o ministro.
Segundo ele, se o preço dos produtos brasileiros não estivesse em queda, as exportações estariam entre 6% e 7% maiores do que no ano passado, em termos de valor. ''Em 2003 espero não ter esses dois fatores negativos'', disse o ministro. ''Não é razoável esperar um novo déficit de US$ 2,7 bilhões com a Argentina e também não é razoável esperar que os preços não irão melhorar no próximo ano'', enfatizou Amaral.

mockup