Edimilson OliveiraA saídaChico da Princesa: ‘‘Podemos exportar comida se tivermos uma política agrícola digna do pequeno produtor’’O secretário da agricultura do Paraná, Hermas Brandão, esteve na sexta-feira na 25ª Exposição Feira Agropecuária e Industrial do Norte Pioneiro (EFAPI), participando de uma mesa de debates sobre a cafeicultura. Na ocasião, ele também prestigiou uma homenagem ao maior produtor de café do Estado, José Ferroni.
Hermas Brandão apontou o apoio do Estado à cafeicultura e agradeceu pela grande contribuição de José Ferroni no contexto histórico da cafeicultura paranaense. O debate foi precedido pela palestra sobre a Exploração da cafeicultura frente à globalização da economia, ministrada pelo vice-presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Manoel Vicente Bertone.
Bertone expôs a situação atual da cafeicultura brasileira. Para ele, o café está tendo um ótimo momento, com a recuperação de preços e pela abertura de um futuro promissor. ‘‘Mas o produtor deve estar consciente na hora de investir porque o ciclo de preços do café prega peças’’.
Porém, Bertone acredita que o café seja hoje o melhor produto para se trabalhar, porque dignifica as regiões que o produzem, gera desenvolvimento, abre mercado e, ‘‘além de gerar renda, a distribui na própria região’’, comentou Bertone.
‘‘A sobrevivência no mundo atual depende de custos baixos. Quem fizer investimentos no café pensando que a saca vai permanecer sempre em 200 dólares, provavelmente vai se arrepender. Este preço é acima da média, muito bom, mas que não vai durar a vida toda’’, afirmou.
A palestra de Bertone foi acompanhada por diversos produtores do Norte Pioneiro, que tem uma forte tendência geográfica e natural para a cafeicultura. ‘‘A região é o grande propulsor da cafeicultura do Estado, no sentido de que estamos desenvolvendo a cultura do café adensado beneficiando o micro e pequeno produtor’’, informou o presidente da Associação Paranaense do Café (Apac), Newton Carneiro.
Segundo ele, hoje a região tem 18 municípios em que o café é a atividade econômica mais importante, totalizando 23 mil hectares de café plantado com uma produção ainda pequena de 40 mil sacas. Uma média de 16 a 17 sacas beneficiados por hectare. ‘‘Mas poderemos alcançar a média de 25 a 30 sacas por hectare num curto espaço de tempo’’, acrescentou Carneiro.

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