Considerada base para uma vida economicamente saudável, a educação financeira ainda está longe dos bancos escolares, apesar de o conteúdo constar em planejamentos nacionais de educação. Um projeto-piloto, desenvolvido pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEF Brasil) já está pronto para ser implementado abertamente no ensino médio, mas ainda faltam ajustes para o ensino fundamental.
Na visão da AEF Brasil, a educação financeira "não é um conjunto de ferramentas de cálculo, é uma leitura de realidade, de planejamento de vida, de prevenção e de realização individual e coletiva".
Seguindo esta linha, o economista do Banco Mundial Caio Piza afirma que, quanto mais cedo introduzir as teorias, melhor. "Não existe nenhum fundamento para esperar até o ensino médio para começar a falar sobre o assunto", frisa.
A ideia inicial do projeto era que, ao ingressar no ensino médio, a pessoa estaria mais perto do mercado de trabalho e, por isso, a realidade das finanças estaria mais próxima. Entretanto, ao estender para o ensino fundamental, o resultado obtido nos anos iniciais não foi o esperado. "Percebemos que é mais eficiente a partir do segundo ciclo do fundamental, mas queremos já nos primeiros anos. O primeiro ciclo deve passar por reformulação", diz.
E quais os efeitos? Piza explica que, ao se falar de educação financeira, o que se esperava era um preparo de letramento – que os estudantes obtivessem noções de gastos e consumo consciente, consequências do consumo irresponsável e dívidas a longo prazo não planejadas e a importância e modos de poupar, entre outros – e comportamental, que seria justamente colocar em prática os ensinamentos.

Foi implantado, inicialmente, em 891 escolas de Ensino Médio de cinco Estados brasileiros

Instituição financeira internacional que fornece empréstimos para países em desenvolvimento


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