Educação financeira pode ajudar, dizem especialistas
Até corretores de Bolsa enfrentam certa dificuldade para explicar a seus clientes os termos do mercado financeiro. Eles não deixam de assinalar que o País necessita remodelar-se em termos de educação financeira, fazendo com que os currículos escolares contemplem este universo considerado para poucos. Estes especialistas entendem que tal formação serviria não só para fortalecer a economia doméstica, mas também para ajudar no crescimento da empresa nacional, gerando emprego e renda.
''Nos EUA o bebê recebe dos avós uma ação, no Brasil, além de fraldas, quando muito, a abertura de uma poupança'', exemplifica Dalton Bauab, corretor da Método Investimentos. Ele conta que desde criança sempre foi um aficionado por Economia, mesmo sendo advogado de formação. ''Na verdade tinha interesse pessoal sobre o assunto''. Lendo jornais da área e livros, Bauab conta que largou três anos de advocacia para operar no mercado de capitais.
Bauab pondera que as escolas brasileiras precisam preparar, cada vez mais, as pessoas para entender o mercado de bolsa. ''No Brasil cerca de 500 mil pessoas investem em Bolsa, nos EUA, assim como nas grandes economias mundiais, mais da metade da população tem investimentos no mercado financeiro''. Para Tiago Schietti, da Corretora E.Um, o investidor interessado em aplicar e conhecer o mundo das bolsas, deve procurar instituições autorizadas pelo Banco Central e pela Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) para receberem informações e orientações. (E.P.F.)





